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sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Papa Francisco pede aos jovens que transmitam a experiência da JMJ

28/07/2013
O Papa Francisco pediu aos jovens na manhã desta domingo (28) que façam discípulos em todas as nações e transmitam a experiência vivenciada na Jornada Mundial da Juventude a outras pessoas. Ele voltou a dizer que é preciso ir sem medo para servir. "Não tenham medo de ir e levar Cristo para todos os ambientes", afirmou.

"A experiência deste encontro não pode ficar trancafiada na vida de vocês ou no pequeno grupo da paróquia, do movimento, da comunidade de vocês. Seria como cortar o oxigênio a uma chama que arde. A fé é uma chama que se faz tanto mais viva quanto mais é partilhada, transmitida, para que todos possam conhecer, amar e professar que Jesus Cristo é o Senhor da vida e da história", disse o religioso.

"Não tenham medo de ir e levar Cristo para todos os ambientes, até as periferias existenciais, incluindo quem parece mais distante, mais indiferente. O Senhor procura a todos, quer que todos sintam o calor da sua misericórdia e do seu amor", completou.

Francisco foi até o palco montado em Copacabana de papamóvel, em percurso pelo meio da multidão que durou cerca de 50 minutos. Durante o trajeto, o pontífice acenou para os fiéis, beijou crianças, abençoou alguns peregrinos e bebeu chimarrão após receber a cuia de um dos participantes.

Próximo ao palco, os presidentes do Brasil, Dilma Rousseff; da Argentina, Cristina Kirchner; e da Bolívia, Evo Morales, aguardaram juntos os preparativos para a missa do Papa Francisco, que foi acompanhada pelo governador do Rio, Sérgio Cabral; pelo prefeito local, Eduardo Paes; além de outras autoridades políticas.
FONTE: (http://g1.globo.com/)

Flash Mob

28/07/2013
O flash mob feito para o Papa Francisco está amanhã (28), em Copacabana, talvez seja o maior já feito no mundo, mais de três milhões de pessoas dançaram juntos a canção “Francisco”.

Os peregrinos já ensaiavam desde 15 de julho, quando o vídeo da coreografia foi publicado na internet, mas entre ontem, sábado e hoje de manhã, a música foi ensaiada inúmeras vezes.

O flash mob foi apresentado antes da Missa de Envio, quando o Papa Francisco já estava no palco, voluntários dançavam junto ao público a coreografia da bailarina carioca Gláucia Geraldo.

Bispos e Cardeais que estavam no palco também dançaram, balançando os braços da melhor forma possível, rodopiando e aplaudindo, seguindo atentamente os movimentos.

Milhões de pessoas observavam através dos telões gigantescos espalhados pela praia.



FONTE: (http://www.acidigital.com/)

Peregrinos dormem na praia de Copacabana

28/07/2013
Apesar da mudança repentina da Vigília, que seria no Campus Fidei e foi realizada na noite de ontem (27) na praia de Copacabana, os peregrinos não desanimaram e pernoitaram não só na orla da praia, mas também no calçadão e nas calçadas.

O frio da madrugada não espantou a multidão de peregrinos, a grande maioria dormiu, mas muitos continuaram cantando e orando noite a fora.

Várias barracas foram montadas e alguns jovens, sozinhos ou em grupos, dormiam em sacos de dormir, esteira, cobertores e etc.

A praia amanheceu repleta de fiéis e com e filas para usar banheiros. A partir das 6h, havia filas com até 200 pessoas para utilizar as cabines instaladas na praia. A prefeitura do Rio já havia informado que talvez o número de banheiros não fosse o suficiente, o que não foi um problema durante a madrugada, enquanto a maioria dos fiéis dormia, mas logo nas primeiras horas da manhã as filas ficaram quilométricas. No entanto, segundo alguns peregrinos, a situação de higiene destes banheiros não era boa. Em certos pontos o mau cheiro era predominante, o que fez muita gente desistir de usar as cabines. Peregrinos urinaram na areia da praia e houve também quem escovasse os dentes na rua.
FONTE: (http://www.acidigital.com/)

Beato João Paulo II

BIOGRAFIA

O Papa João Paulo II, o Grande, foi o criador da Jornada Mundial da Juventude em 1984. Considerado como o Papa dos jovens esforçou-se no diálogo com eles e convidou-os a reconhecer o seu lugar e missão dentro da Igreja. Seu pontificado foi duradouro e ajudou a conduzir os cristãos, tendo como base as inspirações do Concilio Vaticano II. Lutou até o último momento de sua vida compartilhando conosco sua felicidade de entregar-se totalmente a Cristo e à Virgem Maria. O invocamos como amigo dos Jovens!

FONTE: (http://www.rio2013.com/)

Beata Irmã Dulce

BIOGRAFIA

Nasceu em 1914 em Salvador e desde jovem demonstrou um profundo espirito de caridade. Destacou-se pela perseverança e o esforço por dar atenção aos doentes e teve como princípio nunca fechar a porta a uma pessoa necessitada de sua ajuda. Ingressou na Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus. Fundou associações e inaugurou colégios e hospitais. Nós a invocamos como Embaixadora da Caridade!

FONTE: (http://www.rio2013.com/)

Discurso do Papa

Em seu penúltimo dia no país, o Papa Francisco engrossou o discurso político contra a desigualdade, pela aproximação dos mais pobres e pediu que jovens de todo o mundo, aqueles que querem ser "protagonistas da mudança", "sigam superando a apatia" de forma "ordenada e pacífica": "Saiam às ruas!".

Leia a íntegra do discurso do Papa ao abrir a vigília em Copacabana:
“Queridos jovens,
Acabamos recordar a história de São Francisco de Assis. Diante do Crucifixo, ele escuta a voz de Jesus que lhe diz: 'Francisco, vai e repara a minha casa'. E o jovem Francisco responde, com prontidão e generosidade, a esta chamada do Senhor: 'Repara a minha casa. Mas qual casa?' Aos poucos, ele percebe que não se tratava fazer de pedreiro para reparar um edifício feito de pedras, mas de dar a sua contribuição para a vida da Igreja; tratava-se de colocar-se ao serviço da Igreja, amando-a e trabalhando para que transparecesse nela sempre mais a Face de Cristo.
Também hoje o Senhor continua precisando de vocês, jovens, para a sua Igreja. Queridos jovens, o senhor precisa de vocês. Também hoje ele chama a cada um de vocês para segui-lo na sua Igreja, para serem missionários. Queridos jovens, o Senhor hoje nos chama. Não a todos e sim a cada um de vocês, individualmente. Escutem essa palavra nos seus corações, que fala a vocês.
Acredito que podemos aprender algo com o que aconteceu nos últimos dias. Tivemos que cancelar o evento em Guaratiba. Será que o Senhor não quer nos dizer que o verdadeiro campo da fé, não é um lugar geográfico, mas sim nós mesmos? Sim. É verdade, cada um de nós e de vocês. Eu e vocês todos aqui, somos discípulos missionários. O que quer dizer isso? Que nós somos o campo da fé de Deus.
Partindo do campo da fé, pensei em três imagens que podem nos ajudar a entender melhor o que significa ser um discípulo missionário: a primeira, o campo como lugar onde se semeia; a segunda, o campo como lugar de treinamento; e a terceira, o campo como canteiro de obras.
Primeiro: o campo como lugar onde se semeia. Todos conhecemos a parábola de Jesus sobre um semeador que saiu pelo campo. Algumas sementes caem à beira do caminho, em meio às pedras, no meio de espinhos e não conseguem se desenvolver; mas outras caem em terra boa e dão muito fruto (cf. Mt 13,1-9). O próprio Jesus explicou o sentido da parábola: a semente é a Palavra de Deus que é semeada nos nossos corações (cf. Mt 13,18-23). Hoje, de modo especial, Jesus está semeando, tornando-nos o campo da fé. Deus faz tudo, mas vocês têm que permitir que Ele trabalhe nesse crescimento. Jesus nos diz que as sementes, que caíram à beira do caminho, em meio às pedras e em meio aos espinhos não deram fruto. Qual terreno somos ou queremos ser? Escutamos o Senhor, mas na vida não muda nada, pois nos deixamos tumultuar por tantos apelos superficiais? E eu lhes pergunt: ‘sou um jovem atordoado ou um jovem com pedras no terreno? Terei eu o costume de jogar dos dois lados, ficar de bem com Deus e com o Diabo? Receber as sementes de Deus e manter os espinhos? Acolher Jesus com entusiasmo, mas ser inconstantes e diante das dificuldades não ter a coragem de ir contra a corrente; ou somos como o terreno com os espinhos?
Mas, hoje, tenho a certeza que a semente está caindo numa terra boa, ouvimos esses testemunhos. A pessoa diz que não é terra boa: 'sou cheio de espinhos, Santo Padre'. Mas mantenham sempre um pedacinho de terra boa. Eu sei que vocês querem ser terra boa. O cristão quer ser isso, um cristão de verdade, não cristãos de fachada, mas sim autênticos. Sei que querem ser cristãos autênticos. Tenho a certeza que vocês não querem viver na ilusão de uma liberdade que se deixe arrastar pelas modas e as conveniências do momento.
Sei que vocês apostam em algo grande, em escolhas definitivas que deem pleno sentido para a vida. É assim ou estou errado? Se é assim, façamos o seguinte. Todos em silêncio, olhando para dentro e cada um fale com Jesus que quer receber a semente. Olhe: 'Jesus, tenho pedras, tenho espinhos, mas tenho esse canto de boa terra'. Semeie. E em silêncio, permitem que Jesus plantem sua semente em boa terra. Cada um sabe o nome da semente que foi plantada agora. E Deus vai cuidar dela.
Segundo: o campo como lugar de treinamento. Jesus nos pede que o sigamos por toda a vida, pede que sejamos seus discípulos, que 'joguemos no seu time'. Acho que a maioria de vocês ama os esportes. E aqui no Brasil, como em outros países, o futebol é uma paixão nacional. Sim ou não? Pois bem, o que faz um jogador quando é convocado para jogar em um time? Deve treinar, e muito! Também é assim na nossa vida de discípulos do Senhor. São Paulo nos diz: 'Todo atleta se privam de tudo. Eles assim procedem, para conseguirem uma coroa corruptível. Quanto a nós, buscamos uma coroa incorruptível!' (1Co 9, 25). Jesus nos oferece algo muito superior que a Copa do Mundo! Algo maior que a Copa do Mundo!
Oferece-nos a possibilidade de uma vida fecunda e feliz e nos oferece também um futuro com Ele que não terá fim: a vida eterna. É o que Jesus oferece. Mas ele nos cobra um ingresso. Jesus pede que treinemos para estar 'em forma', para enfrentar, sem medo, todas as situações da vida, dando testemunhos de fé. Como? Através do diálogo com Ele: a oração, que é diálogo diário com Deus que sempre nos escuta.
Agora vou perguntar. 'Eu rezo? Eu falo com Jesus ou tenho medo do silêncio?' Deixe que o Espírito Santo fale aos seus corações. Pergunte a Jesus: 'O que quer que eu faça? O que quer da minha vida?' Isso é treinar. Conversem com Jesus. E se cometerem um erro, um deslize, não temam. 'Jesus, olha o que eu fiz, o que faço agora?' Mas sempre fale com Jesus, nos bons e maus momentos, não tema. Assim vai se treinando o diáologo com Jesus. E também através dos sacramentos; através do amor fraterno, do saber escutar, do compreender, do perdoar, do acolher, do ajudar os demais, qualquer pessoa sem excluir nem marginalizar ninguém. Esses são os treinamentos: a oração, os sacramentos e o serviço ao próximo. Vamos repetir: oração, sacramentos e ajuda aos demais.
Terceiro: o campo como canteiro de obras. Como vemos aqui, como tudo isso foi construído. Os jovens caminharam e construíram juntos. Quando o nosso coração é uma terra boa que acolhe a Palavra de Deus, quando se 'sua a camisa' procurando viver como cristãos, nós experimentamos algo maravilhoso: nunca estamos sozinhos, fazemos parte de uma família de irmãos que percorrem o mesmo caminho; somos parte da Igreja, mais ainda, tornamo-nos construtores da Igreja e protagonistas da história. Fizeram assim como São Francisco: construir e reparar a Igreja.
Querem construir a Igreja? Estão animados? E amanhã vão se esquecer que disseram 'sim'? Todos somos parte da Igreja. Nos transformamos em construtores da Igreja e protagonistas da História. Sejam protagonistas, não fiquem na fila da História. Joguem sempre na linha de frente, no ataque! São Pedro nos diz que somos pedras vivas que formam um edifício espiritual (cf. 1Pe 2,5). E, olhando para este palco, vemos que ele tem a forma de uma igreja, construída com pedras, com tijolos. Na Igreja de Jesus, nós somos as pedras vivas, e Jesus nos pede que construamos a sua Igreja; cada um de nós somos uma pedrinha da construção. Se faltar essa pedrinha, quando chover, vai alagar tudo. E devemos construir uma grande Igreja. Não construir uma capelinha, onde cabe somente um grupinho de pessoas. Jesus nos pede que a sua Igreja viva seja tão grande que possa acolher toda a humanidade, que seja casa para todos! Ele diz a mim, a você, a cada um: 'Ide e fazei discípulos entre todas as nações'! Nesta noite, respondamos-lhe: Sim, também eu quero ser uma pedra viva; juntos queremos edificar a Igreja de Jesus!
Eu quero ir e ser construtor da Igreja de Cristo! Repitam isso. Agora é com vocês. 'Eu quero ir e ser construtor da Igreja de Cristo'. Quero que pensem nisso. No coração jovem de vocês, existe o desejo de construir um mundo melhor. Acompanhei atentamente as notícias a respeito de muitos jovens que, em tantas partes do mundo, saíram pelas ruas para expressar o desejo de uma civilização mais justa e fraterna. Os jovens nas ruas querem ser protagonistas da mudança. Não deixam que outros sejam protagonistas, sejam vocês. Vocês têm o futuro nas mãos. Por vocês, é que o futuro chegará. Peço que vocês também sejam protagonistas, superando a apatia e oferecendo uma resposta cristã às questões políticas que se colocam em diversas questões do mundo. Envolvam-se num mundo melhor. Não sejam covardes, metam-se, saiam para a vida. Jesus não ficou preso dentro de um casulo. Saiam às ruas como fez Jesus.
Mas, fica a pergunta: por onde começar? A quem vamos pedir que se comece isso ou aquilo? Quando perguntaram a Madre Teresa de Calcutá o que devia mudar na Igreja, por onde começaríamos a mudar, e ela respondeu: você e eu! Ela tinha muita garra e sabia por onde começar. Repito as palavras de Madre Teresa: começamos por mim e por você. Faça essa mesma pergunta: se tenho que começar por mim mesmo, por onde devo começar? Abra seus corações para que Jesus lhes fale.
Queridos amigos, não se esqueçam: vocês são o campo da fé! Vocês são os atletas de Cristo! Vocês são os construtores de uma Igreja mais bela e de um mundo melhor. Elevemos o olhar para Nossa Senhora. Ela nos ajuda a seguir Jesus, nos dá o exemplo com o seu 'sim' a Deus: 'Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua Palavra' (Lc1,38). Também nós o dizemos a Deus, juntos com Maria: faça-se em mim segundo a Tua palavra.
Assim seja!"
FONTE: (http://g1.globo.com/)

Vigília em Copacabana

27/07/2013
A Vigília da JMJ Rio2013, em Copacabana, reuniu três milhões de pessoas na orla da praia, segundo a prefeitura da cidade e também dos organizadores do evento.

O Papa Francisco saiu de papamóvel do Forte de Copacabana até o palco, com uma multidão gritando “esta es la juventud del Papa” e jogando muitos presentes ao Pontífice, que até tentou agarrar alguns e vestiu um chapéu mexicano, por alguns instantes.

Ao chegar ao palco, jovens com bandeiras de todos os países participantes realizaram do “espetáculo entre todas as nações”. O anfitrião da noite foi o ator Tony Ramos.

Ao final da celebração, o Papa publicou em seu twitter (@Pontifex_pt): “Não podemos ficar encerrados na paróquia, nas nossas comunidades, quando há tanta gente esperando o Evangelho!”
FONTE: (http://www.acidigital.com/)

Reunião com os líderes brasileiros

27/07/2013
O Papa Franscisco pediu neste sábado (27), em encontro com representantes da sociedade civil no Theatro Municipal, no Rio de Janeiro, "diálogo construtivo" para enfrentar o presente. "Entre a indiferença egoísta e o protesto violento, há uma opção sempre possível: o diálogo. O diálogo entre as gerações, o diálogo com o povo, a capacidade de dar e receber, permanecendo abertos à verdade", afirmou o pontífice 

Confira a íntegra do discurso do Papa:
Excelências, 
Senhoras e senhores! 
Agradeço a Deus pela possibilidade de me encontrar com tão respeitável representação dos responsáveis políticos e diplomáticos, culturais e religiosos, acadêmicos e empresariais deste Brasil imenso. Saúdo cordialmente a todos e lhes expresso o meu reconhecimento. Queria lhes falar usando a bela língua portuguesa de vocês mas, para poder me expressar melhor manifestando o que trago no coração, prefiro falar em castelhano. Peço-vos a cortesia de me perdoar! Agradeço as amáveis palavras de boas vindas e de apresentação de Dom Orani e do jovem Walmyr Júnior. Nas senhoras e nos senhores, vejo a memória e a esperança: a memória do caminho e da consciência da sua Pátria e a esperança que esta, sempre aberta à luz que irradia do Evangelho de Jesus Cristo, possa continuar a desenvolver-se no pleno respeito dos princípios éticos fundados na dignidade transcendente da pessoa. 
Todos aqueles que possuem um papel de responsabilidade, em uma Nação, são chamados a enfrentar o futuro "com os olhos calmos de quem sabe ver a verdade", como dizia o pensador brasileiro Alceu Amoroso Lima [“Nosso tempo”, in: A vida sobrenatural e o mundo moderno (Rio de Janeiro 1956), 106]. Queria considerar três aspectos deste olhar calmo, sereno e sábio: primeiro, a originalidade de uma tradição cultural; segundo, a responsabilidade solidária para construir o futuro; e terceiro, o diálogo construtivo para encarar o presente. 
1. É importante, antes de tudo, valorizar a originalidade dinâmica que caracteriza a cultura brasileira, com a sua extraordinária capacidade para integrar elementos diversos. O sentir comum de um povo, as bases do seu pensamento e da sua criatividade, os princípios fundamentais da sua vida, os critérios de juízo sobre as prioridades, sobre as normas de ação, assentam numa visão integral da pessoa humana. Esta visão do homem e da vida, tal como a fez própria o povo brasileiro, muito recebeu da seiva do Evangelho através da Igreja Católica: primeiramente a fé em Jesus Cristo, no amor de Deus e a fraternidade com o próximo. Mas a riqueza desta seiva deve ser plenamente valorizada! Ela pode fecundar um processo cultural fiel à identidade brasileira e construtor de um futuro melhor para todos. Assim se expressou o amado Papa Bento XVI, no discurso de abertura da V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano, em Aparecida. Fazer que a humanização integral e a cultura do encontro e do relacionamento cresçam é o modo cristão de promover o bem comum, a felicidade de viver. E aqui convergem a fé e a razão, a dimensão religiosa com os diversos aspectos da cultura humana: arte, ciência, trabalho, literatura... O cristianismo une transcendência e encarnação; sempre revitaliza o pensamento e a vida, frente a desilusão e o desencanto que invadem os corações e saltam para a rua. 
2. O segundo elemento que queria tocar é a responsabilidade social. Esta exige um certo tipo de paradigma cultural e, consequentemente, de política. Somos responsáveis pela formação de novas gerações, capacitadas na economia e na política, e firmes nos valores éticos. O futuro exige de nós uma visão humanista da economia e uma política que realize cada vez mais e melhor a participação das pessoas, evitando elitismos e erradicando a pobreza. Que ninguém fique privado do necessário, e que a todos sejam asseguradas dignidade, fraternidade e solidariedade: esta é a via a seguir. Já no tempo do profeta Amós era muito forte a advertência de Deus: «Eles vendem o justo por dinheiro, o indigente, por um par de sandálias; esmagam a cabeça dos fracos no pó da terra e tornam a vida dos oprimidos impossível» (Am 2, 6-7). Os gritos por justiça continuam ainda hoje. 
Quem detém uma função de guia deve ter objetivos muito concretos, e buscar os meios específicos para consegui-los. Pode haver, porém, o perigo da desilusão, da amargura, da indiferença, quando as aspirações não se cumprem. A virtude dinâmica da esperança incentiva a ir sempre mais longe, a empregar todas as energias e capacidades a favor das pessoas para quem se trabalha, aceitando os resultados e criando condições para descobrir novos caminhos, dando-se mesmo sem ver resultados, mas mantendo viva a esperança. A liderança sabe escolher a mais justa entre as opções, após tê-las considerado, partindo da própria responsabilidade e do interesse pelo bem comum; esta é a forma para chegar ao centro dos males de uma sociedade e vencêlos com a ousadia de ações corajosas e livres. No exercício da nossa responsabilidade, sempre limitada, é importante abarcar o todo da realidade, observando, medindo, avaliando, para tomar decisões na hora presente, mas estendendo o olhar para o futuro, refletindo sobre as consequências de tais decisões. Quem atua responsavelmente, submete a própria ação aos direitos dos outros e ao juízo de Deus. Este sentido ético aparece, nos nossos dias, como um desafio histórico sem precedentes. Além da racionalidade científica e técnica, na atual situação, impõe-se o vínculo moral com uma responsabilidade social e profundamente solidária. 
3. Para completar o “olhar” que me propus, além do humanismo integral, que respeite a cultura original, e da responsabilidade solidária, termino indicando o que tenho como fundamental para enfrentar o presente: o diálogo construtivo. Entre a indiferença egoísta e o protesto violento, há uma opção sempre possível: o diálogo. O diálogo entre as gerações, o diálogo com o povo, a capacidade de dar e receber, permanecendo abertos à verdade. Um país cresce, quando dialogam de modo construtivo as suas diversas riquezas culturais: cultura popular, cultura universitária, cultura juvenil, cultura artística e tecnológica, cultura econômica e cultura familiar e cultura da mídia. É impossível imaginar um futuro para a sociedade, sem uma vigorosa contribuição das energias morais numa democracia que evite o risco de ficar fechada na pura lógica da representação dos interesses constituídos. Será fundamental a contribuição das grandes tradições religiosas, que desempenham um papel fecundo de fermento da vida social e de animação da democracia. Favorável à pacífica convivência entre religiões diversas é a laicidade do Estado que, sem assumir como própria qualquer posição confessional, respeita e valoriza a presença do fator religioso na sociedade, favorecendo as suas expressões concretas. Quando os líderes dos diferentes setores me pedem um conselho, a minha resposta é sempre a mesma: diálogo, diálogo, diálogo. A única maneira para uma pessoa, uma família, uma sociedade crescer, a única maneira para fazer avançar a vida dos povos é a cultura do encontro; uma cultura segundo a qual todos têm algo de bom para dar, e todos podem receber em troca algo de bom. O outro tem sempre algo para nos dar, desde que saibamos nos aproximar dele com uma atitude aberta e disponível, sem preconceitos. Só assim pode crescer o bom entendimento entre as culturas e as religiões, a estima de umas pelas outras livre de suposições gratuitas e no respeito pelos direitos de cada uma. Hoje, ou se aposta na cultura do encontro, ou todos perdem; percorrer a estrada justa torna o caminho fecundo e seguro. 
Excelências,  
Senhoras e senhores!  
Agradeço-lhes pela atenção. Acolham estas palavras como expressão da minha solicitude de Pastor da Igreja e do amor que nutro pelo povo brasileiro. A fraternidade entre os homens e a colaboração para construir uma sociedade mais justa não constituem uma utopia, mas são o resultado de um esforço harmônico de todos em favor do bem comum. Encorajo os senhores no seu empenho em favor do bem comum, que exige da parte de todos sabedoria, prudência e generosidade.
Confio-lhes ao Pai do Céu, pedindo-lhe, por intercessão de Nossa Senhora Aparecida, que cumule de seus dons a cada um dos presentes, suas respectivas famílias e comunidades humanas de trabalho e, de coração, a todos concedo a minha Bênção.
FONTE: (http://g1.globo.com/)

Beata Albertina Berkenbrock

BIOGRAFIA

Nasceu em Santa Catarina em abril de 1919. Aos 12 anos de idade foi assassinada porque quis preservar a sua pureza. O martírio e a consequente fama de santidade se espalharam rapidamente. Foi uma menina que cultivou uma grande sensibilidade em sua relação com Deus e com o seu próximo. Nós a invocamos como virtuosa nos valores evangélicos!
FONTE: (http://www.rio2013.com/)

Santa Missa com os Bispos, Religiosos e Seminaristas na JMJ

O Papa Franscisco celebrou na manhã deste sábado (27) uma missa a bispos e padres na Catedral Metropolitana de São Sebastião, no Rio de Janeiro, e pediu para os religiosos, citando Madre Tereza de Calcutá, que promovam uma "cultura do encontro" e que sirvam aos pobres nas favelas, tendo "orgulho de nossa vocação". O pontífice criticou a "cultura da exclusão" na sociedade, na qual "não há lugar para o idoso, para a criança", e disse que é preciso ir contra essa tendência.

Francisco deixou a residência no Sumaré, na Zona Norte, em carro fechado por volta das 8h. Já no Centro da capital, ele embarcou no papamóvel e percorreu o resto do trajeto até a igreja com o papamóvel, de onde acenou para os fiéis e beijou algumas crianças. Centenas de peregrinos correram pelas ruas para acompanhar o veículo, que chegou ao templo pouco antes das 9h.

A missa foi restrita a bispos, padres e convidados que vieram de diversas partes do país para a Jornada Mundial da Juventude. Francisco cumprimentou e conversou com religiosos no interior da Catedral na sua chegada.

FONTE: (http://g1.globo.com/)

Via Sacra com os jovens

26/07/2013
O Papa chegou a Copacabana por volta das 17h. Ele percorreu de papamóvel o trajeto do Posto 6 até o Leme, onde ocorreria o 3º ato central da JMJ: a encenação da Via-Sacra. No caminho, parou, desceu e benzeu a imagem de São Francisco, uma estátua na Orla. Segundo a organização do evento, o Papa foi recebido por 1,5 milhão de pessoas.

Ao final da Via-Sacra, o Papa fez um pronunciamento sobre a cruz de Cristo, dizendo: “Viemos acompanhar Jesus no seu caminho de dor e amor”. “O que terá deixado a cruz de Jesus em cada um de vocês?”

Leia a íntegra da fala do Papa Francisco ao final da Via-Sacra:
"Queridos jovens, 
Viemos hoje acompanhar Jesus no seu caminho de dor e de amor, o caminho da Cruz, que é um dos momentos fortes da Jornada Mundial da Juventude. No final do Ano Santo da Redenção, o bem-aventurado João Paulo II quis confiá-la a vocês, jovens, dizendo-lhes: "Levai-a pelo mundo, como sinal do amor de Jesus pela humanidade e anunciai a todos que só em Cristo morto e ressuscitado há salvação e redenção." 
A partir de então a cruz percorreu todos os continentes e atravessou os mais variados mundos da existência humana, ficando quase que impregnada com as situações de vida de tantos jovens que a viram e carregaram. Ninguém pode tocar a cruz de Jesus sem deixar algo de si mesmo nela e sem trazer algo da cruz de Jesus para sua própria vida. Nesta tarde, acompanhando o Senhor, queria que ressoassem três perguntas nos seus corações: O que vocês terão deixado na cruz, queridos jovens brasileiros, nestes dois anos em que ela atravessou seu imenso País? E o que terá deixado a cruz de Jesus em cada um de vocês? E, finalmente, o que esta cruz ensina para a nossa vida? 
Uma antiga tradição da Igreja de Roma conta que o apóstolo Pedro, saindo da cidade para fugir da perseguição do imperador Nero, viu que Jesus caminhava na direção oposta e, admirado, lhe perguntou: "Para onde vais, Senhor?". E a resposta de Jesus foi: "Vou a Roma para ser crucificado outra vez". Naquele momento, Pedro entendeu que devia seguir o Senhor com coragem até o fim, mas entendeu sobretudo que nunca estava sozinho no caminho; com ele, sempre estava aquele Jesus que o amara até o ponto de morrer na cruz. 
Pois bem, Jesus com a sua cruz atravessa os nossos caminhos para carregar os nossos medos, os nossos problemas, os nossos sofrimentos, mesmo os mais profundos. Com a cruz, Jesus se une ao silêncio das vítimas da violência, que já não podem clamar, sobretudo os inocentes e indefesos; nela Jesus se une às famílias que passam por dificuldades, que choram a perda de seus filhos, ou que sofrem vendo-os presas de paraísos artificiais como a droga; nela Jesus se une a todas as pessoas que passam fome, num mundo que todos os dias joga fora toneladas de comida; nela Jesus se une a quem é perseguido pela religião, pelas ideias, ou simplesmente pela cor da pele; nela Jesus se une a tantos jovens que perderam a confiança nas instituições políticas, por verem egoísmo e corrupção, ou que perderam a fé na Igreja, e até mesmo em Deus, pela incoerência de cristãos e de ministros do Evangelho. 
Na cruz de cristo está o sofrimento, o pecado do homem, o nosso também, e Ele acolhe tudo com seus braços abertos, carrega nas suas costas as nossas cruzes e nos diz: Coragem! Você não está sozinho a levá-la! Eu a levo com você. Eu venci a morte e vim para lhe dar esperança, dar-lhe vida.E assim podemos responder à segunda pergunta: o que foi que a cruz deixou naqueles que a viram, naqueles que a tocaram? O que deixa em cada um de nós? Deixa um bem que ninguém mais pode nos dar: a certeza do amor inabalável de Deus por nós. Um amor tão grande que entra no nosso pecado e o perdoa, entra no nosso sofrimento e nos dá a força para poder levá-lo, entra também na morte para derrotá-la e nos salvar. Na cruz de Cristo, está todo o amor de Deus, a sua imensa misericórdia. E este é um amor em que podemos confiar, em que podemos crer. Queridos jovens, confiemos em Jesus, abandonemo-nos totalmente a Ele! Só em cristo morto e ressuscitado encontramos salvação e redenção. Com Ele, o mal, o sofrimento e a morte não têm a última palavra, porque Ele nos dá a esperança e a vida: transformou a cruz, de instrumento de ódio, de derrota, de morte, em sinal de amor, de vitória e de vida. 
O primeiro nome dado ao Brasil foi justamente o de "Terra de Santa Cruz". A cruz de Cristo foi plantada não só na praia, há mais de cinco séculos, mas também na história, no coração e na vida do povo brasileiro e não só: o cristo sofredor, sentimo-lo próximo, como um de nós que compartilha o nosso caminho até o final. Não há cruz, pequena ou grande, da nossa vida que o Senhor não venha compartilhar conosco. 
Mas a Cruz de Cristo também nos convida a deixar-nos contagiar por este amor; ensina-nos, pois, a olhar sempre para o outro com misericórdia e amor, sobretudo quem sofre, quem tem necessidade de ajuda, quem espera uma palavra, um gesto; ensina-nos a sair de nós mesmos para ir ao encontro destas pessoas e lhes estender a mão. Tantos rostos acompanharam Jesus no seu caminho até a Cruz: Pilatos, o Cirineu, Maria, as mulheres... 
Também nós diante dos demais podemos ser como Pilatos que não teve a coragem de ir contra a corrente para salvar a vida de Jesus, lavando-se as mãos. Queridos amigos, a cruz de Cristo nos ensina a ser como o Cirineu, que ajuda Jesus levar aquele madeiro pesado, como Maria e as outras mulheres, que não tiveram medo de acompanhar Jesus até o final, com amor, com ternura. E você como é? Como Pilatos, como o Cirineu, como Maria? 
Queridos jovens, levamos as nossas alegrias, os nossos sofrimentos, os nossos fracassos para a cruz de Cristo; encontraremos um coração aberto que nos compreende, perdoa, ama e pede para levar este mesmo amor para a nossa vida, para amar cada irmão e irmã com este mesmo amor. Assim seja!"
FONTE: (http://g1.globo.com/)

Angelus e saudações do Papa

26/07/2013
Ao meio-dia, o Papa rezou a oração do Ângelus no balcão do Palácio São Joaquim, na Glória, Zona Sul do Rio de Janeiro. Ele fez um breve discurso no qual lembrou a importância dos anciãos e das crianças na construção do futuro dos povos. Também pediu que os jovens presentes enviassem uma saudação aos seus avós, já que hoje no Brasil é celebrado o dia dos avós.

"Vemos aqui o valor precioso da família como lugar privilegiado para transmitir a fé. Olhando para o ambiente familiar, queria destacar uma coisa. Hoje, na festa de São Joaquim e Santana, no Brasil se celebra a festa dos avós. Como os avós são importantes na vida da família, para comunicar o patrimônio de humanidade e de fé que é essencial para qualquer sociedade", afirmou.

A oração do Ângelus, também conhecida como a hora do Ângelus, não é uma cerimônia ou de uma missa, mas o momento em que o Papa faz alusão a algum assunto do dia para, em seguida, fazer a oração e abençoar os peregrinos. A hora do Ângelus é habitualmente feita por Francisco aos domingos do balcão do apartamento papal, no Vaticano.

"Crianças e anciãos constróem o futuro dos povos. (...) Esse diálogo entre as gerações é um tesouro que deve ser conservado e alimentado. Nesta Jornada Mundial da Juventude, os jovens querem saudar os avós. Saudamos aos avós! Eles, os jovens, saúdem os seus avós com muito carinho e lhes agradecem pelo testemunho de sabedoria que nos oferecem continuamente", completou o pontífice.

Francisco lembrou que a Ave Maria é uma oração simples e que na Jornada ela é rezada em três momentos do dia: pela manhã, ao meio-dia e ao anoitecer. "É, porém, uma oração importante. Convido a todos a rezá-la", disse antes de iniciar a oração.

Ele também agradeceu pelo recepção no Rio de Janeiro. "Agradeço de coração sincero a Dom Orani e também a vocês, pelo acolhimento amoroso com que manifestam seu carinho para o sucessor de Pedro. Desejaria que a minha passagem por esta cidade do Rio renovasse em todos o amor a Cristo e à Igreja, a alegria de estar unidos a ele e de pertencer à Igreja e do compromisso de viver e testemunhar a fé."

Antes, Francisco encontrou jovens infratores no Palácio São Joaquim, residência do arcebispo do Rio de Janeiro. "Candelária nunca mais", disse o Papa aos menores.

Uma multidão esperou desde cedo em frente ao palácio. Os fiéis cantaram músicas religiosas à espera do pontífice. No trajeto até a Glória, Francisco solicitou a parada do papamóvel para que, em vez de os seguranças levarem bebês e crianças de colo até o veículo, ele mesmo caminhasse até a multidão de pessoas de todas as idades que queriam vê-lo de perto. Ele trocou breves palavras com uma senhora idosa, que o abraçou longamente antes de ser abençoada.


FONTE: (http://g1.globo.com/)

Santo André Kim e seus companheiros

BIOGRAFIA

No início do séc. XVII a fé cristã chegou pela primeira vez à Coréia. Um grupo fervoroso contava com a direção espiritual do Padre André Kim, primeiro presbítero dessa comunidade. Em 3 perseguições entre os anos 1839 e 1866 morreu junto a outros 102 companheiros mártires, consagrando com o seu precioso sangue os primórdios da Igreja coreana. Os invocamos como mártires da evangelização!

FONTE: (http://www.rio2013.com/)

Acolhida: O Papa em Copacabana

25/07/2013
Por volta das 17h30, Francisco chegou de helicóptero ao Forte de Copacabana e, de papamóvel, percorreu o trajeto do Posto 6 até o Leme.

Pelas ruas de Copacabana, o papa chegou a trocar seu solidéu branco por um oferecido por um peregrino e tomou um chimarrão esticado a ele por um dos fiéis ao papamóvel. Sempre sorridente, o Papa acenou e beijou crianças pelo caminho.

Na cerimônia de acolhida aos jovens, ele citou seus antecessores, João Paulo II e Bento XVI e pediu um minuto de silêncio em homenagem à estudante Sophie Morinière, que morreu em um acidente na Guiana Francesa em um acidente de um ônibus de peregrinos que vinham para a Jornada Mundial da Juventude na última quarta (17).

Leia a íntegra da homilia do Papa em Copacabana:
“Jovens amigos, 
‘É bom estarmos aqui’, exclamou Pedro, depois de ter visto o Senhor Jesus transfigurado, revestido de glória. Queremos também nós repetir estas palavras? Penso que sim, porque para todos nós, hoje, é bom estar aqui juntos, unidos em torno de Jesus! Ele que nos acolhe e se faz presente em meio a nós, aqui no Rio. 
Mas, no Evangelho, escutamos também as palavras de Deus Pai: ‘Este é o meu Filho, Escutai-o’. Então, se por um lado é Jesus quem nos acolhe, por outro também nós devemos acolhê-lo, ficar à escuta da sua palavra, pois é justamente acolhendo a Jesus Cristo, palavra encarnada, que o Espírito Santo nos transforma, ilumina o caminho do futuro e faz crescer em nós as asas da esperança para caminharmos com alegria. 
Mas o que podemos fazer? ‘Bote fé!’ A Cruz da Jornada Mundial da Juventude peregrinou através do Brasil inteiro com este apelo. ‘Bote fé!’ O que significa? Quando se prepara um bom prato e vê que falta o sal, você então ‘bota’ o sal; falta o azeito, então ‘bota’ o azeite... ‘Botar’, ou seja, colocar, derramar. É assim também na nossa vida, queridos jovens: se queremos que ela tenha realmente sentido e plenitude, como vocês mesmos desejam e merecem, digo a cada um e a cada uma de vocês: ‘bote fé’ e a vida terá um sabor novo, terá uma bússola que indica a direção; ‘bote esperança’ e todos os seus serão iluminados e o seu horizonte já não será escuro, mas luminoso; ‘bote amor’ e a sua existência será como uma casa construída sobre a rocha, o seu caminho será alegre, porque encontrará muitos amigos que caminham com você. ‘Bote fé, bote esperança, bote amor!’ 
Mas quem pode nos dar tudo isso? No Evangelho, escutamos a resposta: Cristo. ‘Este é o meu Filho, o Eleito. Escutai-O!’ Jesus é Aquele que nos traz a Deus e que nos leva a Deus; com Ele toda a nossa vida se transforma, se renova e nós podemos olhar a realidade com novos olhos, a partir da perspectiva de Jesus e com seus olhos. Por isso, hoje, lhes digo com força: ‘Bote Cristo’ na sua vida e você encontrará um amigo em quem sempre confiar; ‘bote Cristo’, e você verá crescer as asas da esperança para percorrer com alegria o caminho do futuro; ‘bote Cristo’ e a sua vida ficará cheia do seu amor, será uma vida fecunda. 
Hoje, queria que nos perguntássemos com sinceridade: em quem depositamos a nossa confiança? Em nós mesmos, nas coisas, ou em Jesus? Sentimo-nos tentados a colocar a nós mesmos no centro, a crer que somos somente nós que construímos a nossa vida, ou que ela se encha de felicidade com o possuir, com o dinheiro, com o poder. Mas não é assim! É verdade, o ter, o dinheiro, o poder podem gerar um momento de embriaguez, a ilusão de ser feliz, mas no fim das contas, são eles que nos possuem, e novas a querer ter sempre mais a nunca estar saciados. ‘Bote Cristo’ na sua vida, deposite n’Ele a sua confiança e você nunca se decepcionará! Vejam, queridos amigos, a fé realiza a nossa vida uma revolução que podíamos chamar copernicana, porque nos tira do centro e o restitui a Deus; a fé nos imerge no seu amor que nos dá segurança, força, esperança. Aparentemente não muda nada, mas, no mais íntimo de nós mesmos, tudo muda.No nosso coração, habita a paz, a mansidão, a ternura, a coragem, a serenidade e a alegria, que são os frutos do Espírito Santo e a nossa existência se transforma, o nosso modo de pensar e agir se transforma, o nosso modo se renova, torna-se o modo de pensar e de agir Jesus, de Deus. No Ano da Fé, esta Jornada Mundial da Juventude é justamente um dom que nos é oferecido para ficarmos ainda mais perto de Deus, para ser seus discípulos e seus missionários, para deixar que Ele renove a nossa vida. 
Querido jovem: ‘bote Cristo’ na sua vida. Nestes dias, Ele lhe espera na palavra: escute-O com atenção e o seu coração será inflamado pela sua presença; ‘Bote Cristo: Ele lhe acolhe no Sacramento do perdão, para curar, com a sua misericórdia, as feridas do pecado. Não tenham medo de pedir perdão a Deus. Ele nunca se cansa de nos perdoar, como um pai que nos ama. Deus é pura misericórdia! ‘Bote Cristo’: Ele lhe espera no encontro com a sua Carne na Eucaristia, Sacramento da sua presença, do seu sacrifício de amor, e na humanidade de tantos jovens que vão lhe enriquecer com a sua amizade, lhe encorajar com o seu testemunho de fé, lhe ensinar a linguagem da caridade, da bondade, do serviço. Você também, querido jovem, pode ser uma testemunha jubilosa do seu amor, uma testemunha corajosa do seu Evangelho para levar a este mundo um pouco de luz. 
‘É bom estarmos aqui’, botando Cristo na nossa vida, botando a fé, a esperança, o amor que Ele nos dá. Queridos amigos, nessa celebração acolhemos a imagem de Nossa Senhora Aparecida. Com Maria, queremos ser discípulos e missionários. Como ela, queremos dizer ‘sim’ a Deus. Peçamos ao seu coração de mãe que interceda por nós, para que os nossos corações estejam disponíveis para amar a Jesus e fazê-lo amar. Ele está esperando por nós e conta conosco! Amém.”
FONTE: (http://g1.globo.com/)

Papa encontra jovens argentinos da Catedral

O Papa Francisco fez questão de incluir em sua agenda um encontro com os jovens argentinos durante a Jornada Mundial da Juventude (JMJ). Após deixar a comunidade de Varginha, no Complexo de Manguinhos, o Santo Padre se dirigiu à Catedral Metropolitana, no Centro do Rio, onde falou para milhares de argentinos. Ele falou da importância da juventude, e pediu mais 'agito nas dioceses':

"Cumprimento todos vocês a partir daqui. Espero uma confusão na Jornada Mundial da Juventude. Mas quero confusão e agito nas dioceses, que vocês saiam às ruas. Quero que a Igreja vá para as ruas. Quero que nos defendamos de tudo que seja acomodação e ficar fechado em torno de nós mesmos. As paróquias devem sair Às ruas. Se não, acabam se transformando numa ONG. E a Igreja não pode ser uma ONG" - disse.

Muitos jovens não conseguiram entrar na catedral e permaneceram do lado de fora, ansiosos pelo Papa. Mesmo embaixo de chuva e do frio, todos fizeram questão de permanecer na porta da catedral. Para o Papa, esse é a juventude que vai construir um mundo melhor:

"A maioria dos jovens passou a noite toda aqui. E a maior parte permanece do lado de fora. Essa juventude vai ajudar a construir um mundo mais fraterno. Eles querem receber o espírito de Santo Cristo. Muito obrigado pelos que estão aqui dentro e pelos 30 mil que estão lá fora."

Ao fim do encontro, o Papa abençoou uma imagem da Virgem e também uma cruz de São Francisco que devem percorrer a Argentina:

"O Senhor deixou no meio de nós a sua mãe para que nos acompanhasse. Que ela cuide de todos nós, nos proteja no nosso caminho, no nosso coração, na nossa fé. Que nos faça discípulos, assim como ela foi, e missionária, como ela também foi. Abençoamos essa imagem que vai percorrer o país. Que ela com sua mansidão, com sua paz, nos mostre o caminho."

FONTE: (http://oglobo.globo.com/)

Famílias do interior de SP oferecem estadia a estrangeiros para JMJ

Grupo de 99 colombianos faz pausa em Orlândia antes de partir para o Rio.

Churrasco, lasanha e sobremesas como pudim e mousse de limão. O variado cardápio feito voluntariamente pela depiladora Sônia Cristina Ataoka, de 42 anos, de Orlândia (SP), é parte dos preparativos de sua família para recepcionar dois padres colombianos, integrantes de um grupo de 99 missionários católicos que chegaram para uma breve parada em sua casa nesta terça-feira (23) antes de partirem para a Jornada Mundial da Juventude 2013.

O grupo, que após deixar seu país pegou um ônibus em Brasília (DF), deve deixar a cidade do interior de São Paulo na madrugada de quinta-feira (25) para ir ao encontro do Papa Francisco. Antes de voltarem para casa, os colombianos ainda fazem nova parada em Orlândia. “Quando a gente recebe visita procuramos receber bem. Esperamos que eles sejam bem recebidos. Espero que gostem da minha comida, da hospitalidade. Estamos a serviço deles”, disse Sônia, que pela primeira vez hospeda estrangeiros em sua casa.

Além dos pratos preparados com carinho, Sônia e seu marido, o autônomo Reginaldo Midouru Ataoka, de 46 anos, fizeram questão de separar um dos cômodos da residência – o quarto dos dois filhos adolescentes – para melhor acomodar os peregrinos. Segundo Ataoka, a acolhida voluntária vale como um intercâmbio cultural. “Foi uma alegria imensa poder receber irmãos de outros países para essa jornada. Ficamos alegres e satisfeitos em servir essas pessoas que se dedicam à igreja”, disse.

Apesar da correria para receber os colombianos, os anfitriões garantem que também não deixarão de prestigiar a Jornada. "Partimos na sexta-feira [26] para o Rio de Janeiro, a família inteira, e voltamos na terça-feira [30]", afirmou Sônia.

De acordo com a Paróquia Cristo Rei, a família Ataoka é uma das 55 que estão recebendo os colombianos em Orlândia. Depois de celebrações e passeios pela região nesta quarta-feira (24), os missionários partem durante a madrugada para Aparecida (SP) antes de seguirem para o Rio. Após a Jornada Mundial da Juventude, os peregrinos ficam em Orlândia nos dias 30 e 31 de julho antes de regressarem para a Colômbia. "É uma experiência muito boa poder acolher essas pessoas", disse o padre Flávio Augusto Cícero, da Paróquia Cristo Rei.

O seminarista espanhol Francisco Lopez, de 25 anos, que acompanha o grupo de peregrinos no Brasil, aprovou a recepção no interior de São Paulo. "Está sendo uma experiência fantástica para todos nós. Nos acolheram de braços abertos. Os colombianos estão gostando muito da cidade. Ficaram impressionados", afirmou.
FONTE: (http://g1.globo.com/)

As origens da Jornada, seus símbolos e o que motivou João Paulo II a criá-la

Papa Francisco visita comunidade carente na Zona Norte do RJ

25/07/2013
O Papa Francisco falou sobre corrupção nesta quinta-feira (25), em discurso na comunidade de Varginha, em Manguinhos, no Rio de Janeiro, e pediu aos jovens que "nunca desanimem, não percam a confiança, não deixem que se apague a esperança" frente às "notícias que falam de corrupção, com pessoas que, em vez de buscar o bem comum, procuram o seu próprio benefício".

"A realidade pode mudar, o homem pode mudar. Procurem ser vocês os primeiros a praticar o bem, a não se acostumarem ao mal, mas a vencê-lo", afirmou o pontífice.

Após deixar o Palácio da Cidade, na Zona Sul, onde abençoou atletas e bandeiras olímpicas e paralímpicas, além de receber a chave da cidade do Rio de Janeiro, o pontífice seguiu em carro fechado até Manguinhos. Lá, andou de papamóvel pela comunidade, cumprimentou e abençoou fiéis e beijou crianças.

Em sua chegada a Varginha, o Papa Franciso recebeu um colar com as cores do Brasil, que ele vestiu sobre suas vestes sacerdotais. Depois fez uma oração na capela do conjunto de favelas de Manguinhos, com uma fala breve. Antes de discursar em um campo de futebol, ele ainda visitou uma família da comunidade, permanecendo cerca de 10 minutos dentro da casa.

'Mundo mais justo e mais solidário'
Francisco afirmou ainda que os brasileiros podem "dar para o mundo uma grande lição de solidariedade" e pediu "aos que possuem mais recursos, às autoridades públicas e a todas as pessoas de boa vontade comprometidas com a justiça social" que "não se cansem de trabalhar por um mundo mais justo e mais solidário".

"Quero encorajar os esforços que a sociedade brasileira tem feito para integrar todas as partes do seu corpo, incluindo as mais sofridas e necessitadas, através do combate à fome e à miséria. Nenhum esforço de 'pacificação' será duradouro, não haverá harmonia e felicidade para uma sociedade que ignora, que deixa à margem, que abandona na periferia parte de si mesma", disse.

'Somos pobres, pequenos, esquecidos'
Francisco ouviu com atenção o discurso de boas vindas de um jovem de Varginha, que disse que a visita à comunidade marcará a vida de todos os moradores. "A sua vida, Pai Francisco, nos levou à mídia nacional e internacional", afirmou o jovem, "mas desta vez não nas páginas policiais". Ele lembrou que, depois do anúncio de que o Papa visitaria Varginha, ruas foram asfaltadas, lixeiras foram melhor distribuídas e outras melhorias foram feitas. "Esperamos que isso continue", disse ele. "Somos pobres, pequenos, esquecidos", afirmou o jovem da comunidade.

Confira a íntegra do discurso do Papa Francisco:
Queridos irmãos e irmãs,
Que bom poder estar com vocês aqui! Desde o início, quando planejava a minha visita ao Brasil, o meu desejo era poder visitar todos os bairros deste País. Queria bater em cada porta, dizer "bom dia", pedir um copo de água fresca, beber um "cafezinho", falar como a amigos de casa, ouvir o coração de cada um, dos pais, dos filhos, dos avós... Mas o Brasil é tão grande! Não é possível bater em todas as portas! Então escolhi vir aqui, visitar a Comunidade de vocês que hoje representa todos os bairros do Brasil. Como é bom ser bem acolhido, com amor, generosidade, alegria! Basta ver como vocês decoraram as ruas da Comunidade; isso é também um sinal do carinho que nasce do coração de vocês, do coração dos brasileiros, que está em festa! Muito obrigado a cada um de vocês pela linda acolhida! Agradeço a Dom Orani Tempesta e ao casal Rangler e Joana pelas suas belas palavras.
Desde o primeiro instante em que toquei as terras brasileiras e também aqui junto de vocês, me sinto acolhido. E é importante saber acolher; é algo mais bonito que qualquer enfeite ou decoração. Isso é assim porque quando somos generosos acolhendo uma pessoa e partilhamos algo com ela – um pouco de comida, um lugar na nossa casa, o nosso tempo - não ficamos mais pobres, mas enriquecemos. Sei bem que quando alguém que precisa comer bate na sua porta, vocês sempre dão um jeito de compartilhar a comida: como diz o ditado, sempre se pode “colocar mais água no feijão”! E vocês fazem isto com amor, mostrando que a verdadeira riqueza não está nas coisas, mas no coração! E povo brasileiro, sobretudo as pessoas mais simples, pode dar para o mundo uma grande lição de solidariedade, que é uma palavra frequentemente esquecida ou silenciada, porque é incômoda. Queria lançar um apelo a todos os que possuem mais recursos, às autoridades públicas e a todas as pessoas de boa vontade comprometidas com a justiça social: Não se cansem de trabalhar por um mundo mais justo e mais solidário! Ninguém pode permanecer insensível às desigualdades que ainda existem no mundo! Cada um, na medida das próprias possibilidades e responsabilidades, saiba dar a sua contribuição para acabar com tantas injustiças sociais! Não é a cultura do egoísmo, do individualismo, que frequentemente regula a nossa sociedade, aquela que constrói e conduz a um mundo mais habitável, mas sim a cultura da solidariedade; ver no outro não um concorrente ou um número, mas um irmão. Quero encorajar os esforços que a sociedade brasileira tem feito para integrar todas as partes do seu corpo, incluindo as mais sofridas e necessitadas, através do combate à fome e à miséria. Nenhum esforço de "pacificação" será duradouro, não haverá harmonia e felicidade para uma sociedade que ignora, que deixa à margem, que abandona na periferia parte de si mesma. "Não deixemos entrar no nosso coração a cultura do descartável. Não deixemos entrar no nosso coração a cultura do descartável, porque nós somos irmãos, ninguém é descartável". Uma sociedade assim simplesmente empobrece a si mesma; antes, perde algo de essencial para si mesma. Lembremo-nos sempre: somente quando se é capaz de compartilhar é que se enriquece de verdade; tudo aquilo que se compartilha se multiplica! A medida da grandeza de uma sociedade é dada pelo modo como esta trata os mais necessitados, quem não tem outra coisa senão a sua pobreza! 
Queria dizer-lhes também que a Igreja, «advogada da justiça e defensora dos pobres diante das intoleráveis desigualdades sociais e econômicas, que clamam ao céu» (Documento de Aparecida, 395), deseja oferecer a sua colaboração em todas as iniciativas que signifiquem um autêntico desenvolvimento do homem todo e de todo o homem. Queridos amigos, certamente é necessário dar o pão a quem tem fome; é um ato de justiça. Mas existe também uma fome mais profunda, a fome de uma felicidade que só Deus pode saciar. Não existe verdadeira promoção do bem-comum, nem verdadeiro desenvolvimento do homem, quando se ignoram os pilares fundamentais que sustentam uma nação, os seus bens imateriais: a vida, que é dom de Deus, um valor que deve ser sempre tutelado e promovido; a família, fundamento da convivência e remédio contra a desagregação social; a educação integral, que não se reduz a uma simples transmissão de informações com o fim de gerar lucro; a saúde, que deve buscar o bem-estar integral da pessoa, incluindo a dimensão espiritual, que é essencial para o equilíbrio humano e uma convivência saudável; a segurança, na convicção de que a violência só pode ser vencida a partir da mudança do coração humano. 
Queria dizer uma última coisa. Aqui, como em todo o Brasil, há muitos jovens. Vocês, queridos jovens, possuem uma sensibilidade especial frente às injustiças, mas muitas vezes se desiludem com notícias que falam de corrupção, com pessoas que, em vez de buscar o bem comum, procuram o seu próprio benefício. Também para vocês e para todas as pessoas repito: nunca desanimem, não percam a confiança, não deixem que se apague a esperança. A realidade pode mudar, o homem pode mudar. Procurem ser vocês os primeiros a praticar o bem, a não se acostumarem ao mal, mas a vencê-lo. A Igreja está ao lado de vocês, trazendo-lhes o bem precioso da fé, de Jesus Cristo, que veio «para que todos tenham vida, e vida em abundância» (Jo 10,10). 
Hoje a todos vocês, especialmente aos moradores dessa Comunidade de Varginha, quero dizer: Vocês não estão sozinhos, a Igreja está com vocês, o Papa está com vocês. Levo a cada um no meu coração e faço minhas as intenções que vocês carregam no seu íntimo: os agradecimentos pelas alegrias, os pedidos de ajuda nas dificuldades, o desejo de consolação nos momentos de tristeza e sofrimento. Tudo isso confio à intercessão de Nossa Senhora Aparecida, Mãe de todos os pobres do Brasil, e com grande carinho lhes concedo a minha Bênção.
FONTE: (http://g1.globo.com/)

Fafá e Elba

Fico me perguntando por que eu fui a escolhida”, disse Fafá de Belém na tarde desta quarta-feira (24), sobre o fato de cantar para três papas diferentes. A cantora se apresentará para o Papa Francisco nesta quinta-feira (25), na Praia de Copacabana, durante a Jornada Mundial da Juventude. Emocionada, ela explicou que nas três vezes ela recebeu o convite diretamente do Vaticano.

“Desta vez eu recebi uma carta do Dom Orani [Tempesta, Arcebispo do Rio], no dia 13 de maio, para participar dos atos centrais em homenagem ao Papa Francisco. O convite veio através dele, mas o pedido veio do Vaticano”, contou Fafá.

A artista cantará para o pontífice a música “Eu sou de lá”, com um figurino amarelo-ovo.  Na canção, ela enaltece o Pará e a sua capital Belém, famosa pelo Círio de Nossa Senhora de Nazaré, que é uma das maiores manifestações católicas do país.

Embora nascida em Belém, a cantora paraense é católica, mas não costuma frequentar missas. Mas garante que se sente bem cada vez que entra em uma igreja. “Eu agradeço [a Deus] todos os dias por tudo que consegui até hoje. Fico muito feliz com o convite e me pergunto por que eu já que tantos outros artistas professam muito mais o catolicismo”, disse ela acrescentando que acredita que a fé independe de religião.

FONTE: (http://g1.globo.com/)

Em Aparecida, Papa emociona multidão e anuncia volta em 2017

A visita do Papa Francisco à cidade de Aparecida (SP) mobilizou e comoveu milhares de pessoas nesta quarta-feira (24). O pontífice celebrou sua primeira missa aberta ao público desde que chegou ao Brasil, e os 12 mil lugares dentro da Basílica foram ocupados logo cedo. Mesmo com a forte onda de frio, muitos fiéis dormiram ao relento para guardar lugar e conseguir ficar perto do Papa. Ele pediu que os jovens construam “um país e um mundo mais justo, solidário e fraterno” e anunciou sua volta à cidade em 2017.

Francisco chegou a Aparecida por volta das 10h15 – após fazer uma viagem de avião do Rio de Janeiro a São José dos Campos e de helicóptero até Aparecida.

Após descer no heliponto do Santuário, Francisco seguiu de papamóvel por um curto caminho até a entrada da Basílica, acompanhado do cardeal Arcebispo de Aparecida, Dom Raymundo Damasceno de Assis. Muitas pessoas tentaram se aproximar do carro aberto durante o trajeto, e o Papa chegou a beijar uma criança.

Sua primeira parada no Santuário foi a Capela dos 12 Apóstolos, onde teve um momento de veneração da imagem de Nossa Senhora Aparecida. Ele foi acompanhado de diversos religiosos. O Papa tem uma devoção mariana muito forte, e costuma visitar igrejas dedicadas à mãe de Cristo. Ele fez uma oração na qual citou a jornada, e mostrou bastante emoção.

Em seguida o Papa se dirigiu para o altar da Basílica, em um cortejo com cardeais brasileiros e de outros países, além de bispos. O Papa apresentou a imagem de Nossa Senhora para os fiéis e iniciou a missa, celebrada em português.

A liturgia da missa desta quarta foi a mesma da celebrada todos os dias 12 de outubro, dia de Nossa Senhora Aparecida – foi decidido manter as leituras tradicionais da data. O Evangelho – uma leitura do livro de João, tratou do primeiro milagre atribuído a Jesus, a transformação de água em vinho durante um casamento em Caná da Galileia, com a presença da mãe de Cristo.

Durante o Evangelho, Francisco pediu que os pastores do povo de Deus, pais e educadores sejam responsáveis por transmitir aos jovens valores para construir “um país e um mundo mais justo, solidário e fraterno” a partir de posturas “simples”. Francisco também pediu que a juventude seja encorajada e considerada um “motor potente para a Igreja e para a sociedade”.

Para o pontífice, os jovens não precisam só de coisas, mas, sobretudo “que lhes sejam propostos aqueles valores imateriais que são o coração espiritual de um povo, a memória de um povo”, disse Francisco, na homilia feita no Santuário Nacional.

O papa disse também que, com suas palavras, quer bater à porta “da casa de Maria, que amou e educou Jesus, para que ajude a todos nós, os Pastores do Povo de Deus, aos pais e aos educadores, a transmitir aos nossos jovens os valores que farão deles construtores de um país e de um mundo mais justo, solidário e fraterno. Para tal, gostaria de chamar atenção para três simples posturas: conservar a esperança; deixar-se surpreender por Deus; viver na alegria”, disse.

Papa Francisco falou muito sobre a fé diante das dificuldades e a capacidade das pessoas resistirem com esperança. “Tenham sempre no coração esta certeza! Deus caminha a seu lado, nunca lhes deixa desamparados!”, afirmou. “Nunca percamos a esperança! Nunca deixemos que ela se apague nos nossos corações! O “dragão”, o mal, faz-se presente na nossa história, mas ele não é o mais forte. Deus é o mais forte, e Deus é a nossa esperança”, disse o Pontífice.
FONTE: (http://g1.globo.com/)

Grupo de jovens de São João da Boa Vista, SP, participa da JMJ no Rio

Paróquia já recebeu chinelos e deve hospedar poloneses e mexicanos.
24/07/2013

Depois de dois anos de preparativos, jovens de São João da Boa Vista (SP) estão prontos para ir ao Rio de Janeiro nesta quinta-feira (25) para participar da Jornada Mundial da Juventude (JMJ). A expectativa deles é de encontrar o Papa Francisco, mas também reafirmar a fé e fazer novas amizades.

Ao todo, 130 jovens da cidade participarão do evento e eles estão preparados com guarda-chuvas e capas para o mau tempo. “São acessórios a mais que nós precisamos levar para não ter nenhuma surpresa”, disse o técnico de informática João Gabriel Dias.

O grupo se organizou com ajuda de José Paschoal de Souza e juntaram dinheiro durante dois anos. “Fizemos vários eventos na paróquia, vendemos pizzas e até o padre colaborou, porque é um cozinheiro de mão cheia e fez canelone pra gente vender também”, comentou.

Durante a experiência, os jovens querem ver o papa e conhecer muita gente. “Todo mundo espera isso porque é um encontro maravilhoso com várias pessoas do mundo inteiro que pensam a mesma coisa que você”, disse a estudante Sara Perussi.

A integração com os estrangeiros começou antes do evento e eles receberam um grupo de chilenos que ficaram na paróquia até domingo e quando voltarem do Rio terão a companhia de poloneses e mexicanos que também passarão alguns dias aqui na cidade.

O seminarista Paulo Victor Graciano mora na França há três anos e veio para o Brasil para participar pela segunda vez da Jornada Mundial da Juventude. “A última vez que eu participei foi em Madri, em 2011 e foi muito interessante encontrar os brasileiros lá, mas desta vez por ser aqui tem um sabor especial”, afirmou.
FONTE: (http://g1.globo.com/)

O Papa em Aparecida

24/07/2013 
Durante sua primeira missa pública, realizada nesta quarta-feira (24) no Santuário Nacional de Aparecida, no interior de São Paulo, o Papa Francisco pediu que os pastores do povo de Deus, pais e educadores sejam responsáveis por transmitir aos jovens valores para construir “um país e um mundo mais justo, solidário e fraterno” a partir de posturas “simples”.

Francisco também pediu que a juventude seja encorajada e considerada um “motor potente para a Igreja e para a sociedade”. O Papa fica no país até domingo (28), onde participa dos atos principais da Jornada Mundial da Juventude.

Leia a íntegra do discurso a seguir:
"Venerados irmãos no episcopado e sacerdócio, queridos irmãos e irmãs!
Quanta alegria me dá vir à casa da Mãe de cada brasileiro, o Santuário de Nossa Senhora Aparecida. No dia seguinte à minha eleição como Bispo de Roma fui visitar a Basílica de Santa Maria Maior, para confiar a Nossa Senhora o meu ministério.
Hoje, eu quis vir aqui para suplicar à Maria, nossa Mãe, o bom êxito da Jornada Mundial da Juventude e colocar aos seus pés a vida do povo latino-americano.
Queria dizer-lhes, primeiramente, uma coisa. Neste Santuário, seis anos atrás, quando aqui se realizou a 5ª Conferência Geral do Episcopado da América Latina e do Caribe, pude dar-me conta pessoalmente de um fato belíssimo: ver como os bispos – que trabalharam sobre o tema do encontro com Cristo, discipulado e missão – eram animados, acompanhados e, em certo sentido, inspirados pelos milhares de peregrinos que vinham diariamente confiar a sua vida a Nossa Senhora: aquela Conferência foi um grande momento de vida de Igreja.
E, de fato, pode-se dizer que o Documento de Aparecida nasceu justamente deste encontro entre os trabalhos dos Pastores e a fé simples dos romeiros, sob a proteção maternal de Maria. A Igreja, quando busca Cristo, bate sempre à casa da Mãe e pede: “Mostrai-nos Jesus”. É de Maria que se aprende o verdadeiro discipulado. E, por isso, a Igreja sai em missão sempre na esteira de Maria.
Assim, de cara à Jornada Mundial da Juventude que me trouxe até o Brasil, também eu venho hoje bater à porta da casa de Maria, que amou e educou Jesus, para que ajude a todos nós, os Pastores do Povo de Deus, aos pais e aos educadores, a transmitir aos nossos jovens os valores que farão deles construtores de um país e de um mundo mais justo, solidário e fraterno.
Para tal, gostaria de chamar atenção para três simples posturas: conservar a esperança; deixar-se surpreender por Deus; viver na alegria.
Conservar a esperança: A segunda leitura da missa apresenta uma cena dramática: uma mulher, figura de Maria e da Igreja, sendo perseguida por um dragão – o diabo – que quer lhe devorar o filho. A cena, porém, não é de morte, mas de vida, porque Deus intervém e coloca o filho a salvo.
Quantas dificuldades na vida de cada um, no nosso povo, nas nossas comunidades, mas, por maiores que possam parecer, Deus nunca deixa que sejamos submergidos. Frente ao desânimo que poderia aparecer na vida, em quem trabalha na evangelização ou em quem se esforça por viver a fé como pai e mãe de família, quero dizer com força: Tenham sempre no coração esta certeza! Deus caminha a seu lado, nunca lhes deixa desamparados!
Nunca percamos a esperança! Nunca deixemos que ela se apague nos nossos corações! O “dragão”, o mal, faz-se presente na nossa história, mas ele não é o mais forte. Deus é o mais forte, e Deus é a nossa esperança! É verdade que hoje, mais ou menos todas as pessoas, e também os nossos jovens, experimentam o fascínio de tantos ídolos que se colocam no lugar de Deus e parecem dar a esperança: o dinheiro, o poder, o sucesso, o prazer.
Frequentemente, uma sensação de solidão e de vazio entra no coração de muitos e conduz à busca de compensações, destes ídolos passageiros. Queridos irmãos e irmãs, sejamos luzeiros de esperança! Tenhamos uma visão positiva sobre a realidade.
Encorajemos a generosidade que caracteriza os jovens, acompanhando-lhes no processo de se tornarem protagonistas da construção de um mundo melhor: eles são um motor potente para a Igreja e para a sociedade. Eles não precisam só de coisas, precisam sobretudo que lhes sejam propostos aqueles valores imateriais que são o coração espiritual de um povo, a memória de um povo.
Neste santuário, que faz parte da memória do Brasil, podemos quase que apalpá-los: espiritualidade, generosidade, solidariedade, perseverança, fraternidade, alegria; trata-se de valores que encontram a sua raiz mais profunda na fé cristã.
A segunda postura: Deixar-se surpreender por Deus. Quem é homem e mulher de esperança – a grande esperança que a fé nos dá – sabe que, mesmo em meio às dificuldades, Deus atua e nos surpreende. A história deste Santuário serve de exemplo: três pescadores, depois de um dia sem conseguir apanhar peixes, nas águas do Rio Paraíba, encontram algo inesperado: uma imagem de Nossa Senhora da Conceição.
Quem poderia imaginar que o lugar de uma pesca infrutífera, tornar-se-ia o lugar onde todos os brasileiros podem se sentir filhos de uma mesma Mãe? Deus sempre surpreende, como o vinho novo, no Evangelho que ouvimos. Deus sempre nos reserva o melhor. Mas pede que nos deixemos surpreender pelo seu amor, que acolhamos as suas surpresas. Confiemos em Deus!
Longe d’Ele, o vinho da alegria, o vinho da esperança, se esgota. Se nos aproximamos d’Ele, se permanecemos com Ele, aquilo que parece água fria, aquilo que é dificuldade, aquilo que é pecado, se transforma em vinho novo de amizade com Ele.
A terceira postura: Viver na alegria. Queridos amigos, se caminhamos na esperança, deixando-nos surpreender pelo vinho novo que Jesus nos oferece, há alegria no nosso coração e não podemos deixar de ser testemunhas dessa alegria.
O cristão é alegre, nunca está triste. Deus nos acompanha. Temos uma mãe que sempre intercede pela vida dos seus filhos, por nós, como a rainha Ester na primeira leitura. Jesus nos mostrou que a face de Deus é a de um Pai que nos ama. O pecado e a morte foram derrotados.
O cristão não pode ser pessimista! Não pode ter uma cara de quem parece num constante estado de luto. Se estivermos verdadeiramente enamorados de Cristo e sentirmos o quanto Ele nos ama, o nosso coração se “incendiará” de tal alegria que contagiará quem estiver ao nosso lado. Como dizia Bento XVI, aqui, neste santuário: “o discípulo sabe que sem Cristo não há luz, não há esperança, não há amor, não há futuro”.
Queridos amigos, viemos bater à porta da casa de Maria. Ela abriu-nos, fez-nos entrar e nos aponta o seu Filho. Agora Ele nos pede: “Fazei o que Ele vos disser”. Sim, Mãe nossa, nos comprometemos a fazer o que Jesus nos disser! E o faremos com esperança, confiantes nas surpresas de Deus e cheios de alegria. Assim seja."
FONTE: (http://g1.globo.com/)