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sábado, 2 de março de 2013

Cardeais brasileiros já estão em Roma


Os cinco cardeais brasileiros que poderão votar para a escolha do novo Papa já estão em Roma. Dom João Braz de Aviz, Dom Cláudio Hummes, Dom Raymundo Damasceno de Assis, Dom Geraldo Majella Agnelo e Dom Odilo Pedro Scherer  começaram a participar dos encontros do Colégio Cardinalício, nesta sexta-feira, 1º, em vista da convocação para o Conclave.

Na segunda-feira, 4, os cardeais participam da primeira Congregação Geral, com um encontro pela manhã e outro a tarde, para dar início à organização dos trabalhos.
FONTE: (http://papa.cancaonova.com/)

sexta-feira, 1 de março de 2013

Camerlengo e Decano

 Cardeal Tarcísio Bertone
No dia 11 de fevereiro de 2013, o Papa Bento XVI anunciou sua renúncia à Sede de São Pedro, que ficou vacante a partir de 28 de fevereiro, às 20h (16h em Brasília); então, deverá ser convocado o Conclave para a eleição do novo Sumo Pontífice.

Em vista disto, João Paulo II, em 22 de fevereiro de 1996, no parágrafo 27 da Constituição Apostólica Universi Dominici Gregis (UDG), estabeleceu para reger o Conclave um documento promulgado por Paulo VI: Ordo Rituum Conclavis (livro de rituais, Missas e orações próprias para o Conclave).

Segundo Monsenhor Juan Arrieta, Secretário do Conselho Pontifício para os Textos Legislativos, tanto o Ordo quanto a UDG foram pensados para o caso da morte de um Papa e não de sua renúncia (a UDG indica quinze dias para a convocação do Conclave a partir do início da Sé vacante, considerando ainda os funerais do Pontífice), por isso, fez-se necessário que Bento XVI assinasse, em 25 de fevereiro de 2013, um Motu Proprio, concedendo aos cardeais a faculdade de antecipar o início do Conclave se todos eles estiverem presentes.

A partir da morte ou, como neste caso, da renúncia do Santo Padre, entra em cena o “Camerlengo”, um cardeal do Colégio de Cardeais, que assume, temporariamente, a direção da Igreja, recebendo os atributos administrativos até que o novo Sumo Pontífice seja eleito, porém seus poderes são reduzidos (ele não pode tomar decisões próprias do Sucessor de Pedro: nomear bispos, criar e unir dioceses, escrever encíclicas etc.). Tem ainda a função de determinar, formalmente, a morte do Papa e, logo após, notificar os oficiais da Cúria Romana e o Decano do Colégio dos Cardeais; em seguida, começar os preparativos para o Conclave e o funeral do Papa se for o caso. O atual Camerlengo é o Secretário de Estado, o Cardeal Tarcísio Bertone, nomeado em 04 de abril de 2007, por sua Santidade, o Papa Bento XVI.
Cardeal Angelo Sodano

Outra figura muito importante durante este período de vacância da Santa Sé é o “Decano”, o presidente do Colégio Cardinalício (posto que já foi ocupado pelo Cardeal Joseph Ratzinger). É de sua responsabilidade convocar e presidir o Conclave que elegerá o novo Papa. É também de sua competência comunicar ao corpo diplomático credenciado à Santa Sé e aos chefes de Estado das respectivas nações a morte do Pontífice e, ainda, ordenar o recém-eleito Papa se ele ainda não for bispo (cân. 355); porém, na prática, há séculos o eleito tem sido um cardeal. Será também ele que perguntará ao eleito como novo Sucessor de Pedro se este aceita sua eleição canônica como Sumo Pontífice e com qual nome quer ser chamado. O atual decano, eleito em 30 de abril de 2005 pelo Bento XVI, é o Cardeal Angelo Sodano.

Enquanto a Igreja Católica do mundo inteiro espera ansiosamente ouvir: “Annuntio vobis gaudium magnum: habemus Papam!” (Anuncio-vos uma grande alegria: temos um Papa!) e receber do novo Romano Pontífice a bênção Urbi et Orbi, acompanhemos os cardeais com nossas orações.
FONTE: (http://papa.cancaonova.com/)

Colégio Cardinalício

Com a renúncia do Papa Bento XVI, iniciam-se os preparativos para o Conclave, momento em que cardeais se reunirão para a eleição do novo Papa. Um novo tempo para a Igreja deve ter início com a nomeação do sucessor de Bento XVI. Assim, todos se preparam para este período de transição.

Procedimentos

Em coletiva de imprensa, nesta sexta-feira, 1º, o diretor da Sala de Imprensa, padre Federico Lombardi explicou aos jornalistas sobre os procedimentos realizados pela Câmara Apostólica, logo que a Sé Apostólica ficou vacante, nesta quinta-feira, 28.

Segundo padre Lombardi, às 20h (horário de Roma, 16h em Brasília), o Cardeal Carmelengo, Tarcísio Bertone e seus colaboradores selaram o quarto e o escritório papal que ficará lacrado até a eleição do futuro Papa. Minutos depois, a Secretaria de Estado do Vaticano enviou uma carta a todas as embaixadas comunicando que a Sé Apostólica está vacante.

Às 12 horas desta sexta-feira, o vice-carmelengo da Câmara Apostólica, Dom Pierluigi Celata, foi ao palácio apostólico de São João de Latrão, sede da diocese de Roma, e também lacrou o escritório papal.

Padre Lombardi comunicou que, na manhã de hoje, telefonou para o secretário de Bento XVI, em Castel Gandolfo, para saber como foi a noite do Papa emérito. “Depois do momento emocionante de despedida, o Papa jantou, assistiu alguns jornais e ficou muito contente com o serviço que a imprensa está prestando neste momento. Logo depois, fez uma caminhada dentro dos salões do palácio, retirou-se para oração e dormiu”, disse o diretor.

Segundo padre Lombardi, o Cardeal Decano já enviou a carta de convocação para que os cardeais estejam na primeira Congregação do Colégio Cardinalício, marcada para as 9h30 (hora local), desta segunda-feira, 4, na nova Sala do Sínodo dos Bispos.

“Haverá uma primeira congregação pela manhã e uma à tarde. A partir daí, são os cardeais que ditam o rítmo de seus trabalhos”, explicou. Padre Lombardi adiantou, no entanto, que não se espere uma data oficial do Conclave já na segunda, pois as duas congregações são para organizar como serão os próximos dias das congregações gerais.

Veja no vídeo o momento em que as portas da Residência Apostólica foram fechadas e o apartamento papal lacrado:
FONTE: (http://papa.cancaonova.com/)

Sede Vacante

A partir das 20h (Roma) de ontem, quinta-feira, 28, a Igreja Católica iniciou seu período de vacância, devido à renúncia do Sumo Pontífice, Bento XVI, anunciada no último dia 11. A Sede vacante é o termo oficial da Igreja utilizado pra denominar o período em que a função de Papa fica vaga.

A Constituição Apostólica Universi Dominici Gregis trata das normas e orientações para este período de vacância, assim como da eleição de um novo Papa. A carta foi escrita pelo Papa Beato João Paulo II, em 2 de fevereiro de 1996.

De acordo com o documento, a Sede Vacante deve durar exatos quinze dias, podendo ser estendidos para vinte, em caso de extrema necessidade. Esse prazo é oferecido para que os cardeais resididos em diversas partes do mundo possam se deslocar à Roma, a fim de participarem da reunião que elege o sucessor do último Papa – o Conclave.

No entanto, a Santa Sé publicou nesta segunda-feira, 25, a carta apostólica em forma de Motu Proprio (de iniciativa própria) do Papa Bento XVI com algumas modificações relativas à eleição do Papa. Entre as alterações, está a possibilidade, facultada aos cardeais, de antecipar o Conclave.

Segundo o mesmo Motu Proprio, a decisão pelo Colégio Cardinalício, deve considerar que todos os cardeais tenham chegado à Roma para o início da eleição papal. O mesmo documento dá ainda a possibilidade de se prolongar o início da eleição por alguns dias, se houver motivos graves.

O GOVERNO DA IGREJA

A Constituição explica que, durante o período de vacância, a Sé Apostólica fica sob o governo do Colégio dos Cardeais somente para o despacho dos assuntos ordinários ou inadiáveis. Ao mesmo tempo, os cardeais não têm poder ou jurisdição alguma no que se refere às questões da competência do Sumo Pontífice.

O mesmo documento também destitui dos cargos de presidência todos os cardeais que estejam como responsáveis por Pontifícios Conselhos, assim como o Cardeal Secretário de Estado, Cardeais Prefeitos e membros de tais conselhos.

De acordo com a Universi Dominici Grecis, cinco cardeais continuam desempenhando seus trabalhos durante a Sé vacante: o chamado Camerlengo da Igreja Romana, o Penitenciário-Mor, o Cardeal Vigário Geral para a diocese de Roma, o Cardeal Arcipreste da Basílica do Vaticano e o Vigário Geral para a Cidade do Vaticano. Estes continuam a despachar os assuntos ordinários, submetendo ao Colégio dos Cardeais o que deveria ser submetido ao Papa. As demais funções continuam no que é da sua jurisdição.

OS FIÉIS CATÓLICOS E O PERÍODO DE VACÂNCIA

A Constituição Universi Dominici Grecis considera que a vacância e o Conclave não são fatos isolados do Povo de Deus e reservado apenas ao Colégio dos eleitores. Segundo a mesma, trata-se, em certo sentido, de uma ação de toda a Igreja. Por isso, os fiéis estão convocados a se unirem em orações pelos acontecimentos que permeiam a Fé Católica durante esse período.

O parágrafo 84 da Constituição, cita: “Durante a Sé vacante, e sobretudo no período em que se realiza a eleição do Sucessor de Pedro, a Igreja está unida, de modo muito particular, com os Pastores sagrados e especialmente com os Cardeais eleitores do Sumo Pontífice, e implora de Deus o novo Papa como dom da sua bondade e providência.”

Sendo assim, João Paulo II escreve: “Estabeleço, portanto, que, em todas as cidades e demais lugares, ao menos naqueles de maior importância, após ter sido recebida a notícia da vacância da Sé Apostólica, (...) se elevem humildes e instantes preces ao Senhor (cf. Mt 21,22; Mc11,24), para que ilumine o espírito dos eleitores e os torne de tal maneira concordes na sua missão, que se obtenha uma rápida, unânime e frutuosa eleição, como o exigem a salvação das almas e o bem de todo o Povo de Deus”.

A MENÇÃO DO PAPA DURANTE A MISSA

As orações eucarísticas rezadas durante as Missas mencionam o nome do Santo Padre, assim como, o do Bispo diocesano. Na Sé vacante, a orientação da Igreja é que o nome do Pontífice seja omitido, rezando apenas pelo Bispo diocesano. Veja como exemplo a Oração Eucarística II do Missal Romano:

“Lembrai-vos, ó Pai, da vossa Igreja que se faz presente pelo mundo inteiro: que ela cresça na caridade, [omite-se: ‘com o Papa...’ e segue-se] com o nosso Bispo (N.), e todos os ministros do vosso povo.”

“A menção do Papa na liturgia não tem significado somente de súplica por ele, mas também de comunhão, de união da Igreja com o Santo Padre. Assim só se pode celebrar a Santa Missa porque há comunhão com o Bispo de Roma”, explicou padre Paulo Ricardo em seu site pessoal.

O período de vacância segue até que, da “varanda das Bençãos” – no centro da Basílica de São Pedro, no Vaticano – se ouça o anúncio: Habemus Papam (temos um Papa). A data para o Conclave ainda não foi divulgada, mas com o início da Sede vacante, os cardeais já começam a trocar ideias sobre o início da votação.
FONTE: (http://papa.cancaonova.com/)

O último Tweet de Bento XVI

Ontem Bento XVI enviou o seu último tweet como Papa nas nove línguas da conta @pontifex. A conta atual tem cerca de 13 milhões de seguidores e permanecerá em silêncio até a decisão do próximo Papa.

O tweet foi esse: 
"Obrigado pelo vosso amor e pelo vosso apoio! Possais viver sempre na alegria que se experimenta quando se põe Cristo no centro da vida."

Bento XVI foi o primeiro pontífice a utilizar a rede social durante o ministério petrino. Sua conta foi encerrada após a oficialização de sua renúncia, que ocorreu também ontem, às 20h.

pontefice.jpgDos 115 Cardeais eleitores que participarão do Conclave, nove possuem conta no Twitter. São os sequintes: o americano Timothy Dolan (@CardinalDolan); o Arcebispo de Los Angeles, Roger Mahony (@CardinalMahony); o Arcebispo de Barcelona, Lluís Martínez Sistach, (@sistachcardenal); o Arcebispo de Boston, Séan Patrick O´Malley (@CardinalSean); o colombiano Dom Rubén Salazar Gómez (@cardenalruben); o Arcebispo de Durban, Dom Wilfrid Napier (@CardinalNapier); o presidente do Conselho de Cultura do Vaticano, Dom Gianfranco Ravasi (@CardRavasi); o Arcebispo de Milão, Dom Angelo Scola (@angeloscola); e o Arcebispo de São Paulo Dom Odilo Scherer (@DomOdiloScherer). Apesar disso, ainda não se sabe se o próximo Papa utilizará o microblog.
FONTE: (http://gaudiumpress.org)

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Momento histórico seguido pelo mundo: Bento XVI deixou o Vaticano, para Castelgandolfo. Às 20 h do dia 28, Sede Vacante

Olhos concentrados sobre o Vaticano no momento em que Bento XVI partia, pouco depois das 17 horas, para Castelgandolfo. Às 20 horas cessou oficialmente o seu ministério petrino. 

Antes de embarcar, o pontífice recebeu um adeus no Pátio de São Damásio de um grupo da Guarda Suíça e de seus colaboradores da Secretária de Estado. Ele estava de carro, acompanhado de seu secretário, Georg Gänswein.

Os sinos do Vaticano e de todas as basílicas de Roma soaram durante a subida do helicóptero, sob aplausos de cardeais, outros religiosos e fiéis.

O helicóptero transportando Bento XVI aterrou em Castelgandolgo às 17.24, sendo o Santo Padre acolhido pelo Cardeal Joseph Bertello, Presidente do Governatorato do Vaticano, por Dom Marcello Semeraro, bispo de Albano e ainda pela Presidente da Câmara e pelo Pároco de Castel Gandolfo. Pelas 17.50, o Papa assomou à varanda central do Palácio de Castelgandolfo para "o último ato público", saudando a população local, que o aplaudiu entusiasticamente. Bento XVI improvisou algumas palavras de agradecimento, declarando ter vindo agora na qualidade de "peregrino" que empreende a última fase da sua peregrinação terrena.





Saudou com estas palavras os numerosos fiéis que estavam na praça:
Obrigado!
Obrigado a vós!
Caros amigos, me sinto feliz de estar aqui convosco, rodeado pela beleza do Criado e pela vossa simpatia  que me faz muito bem. Obrigado pela vossa amizade, o vosso afeto.
Sabeis que este meu dia é diferente dos anteriores: não sou mais Pontífice Sumo da Igreja católica: até às oito da tarde o serei ainda, depois não mais. Sou simplesmente um peregrino que começa a última etapa da sua peregrinação sobre esta terra. Mas ainda gostaria ... (aplausos – obrigado!) mas gostaria ainda com o meu coração, com o meu amor, com a minha oração, com a minha reflexão, com todas as minhas forças interiores, trabalhar para o bem comum e o bem da Igreja e da humanidade. E me sinto muito apoiado pela vossa simpatia. Vamos pra frente com o Senhor para o bem da Igreja e do mundo. Obrigado, vos dou agora (aplausos)... com todo o coração a minha benção. Seja bendito Deus Onipotente, Pai e Filho e Espírito Santo. 
Obrigado, Boa noite! Obrigado a vós todos!
Veja o pronunciamento: 

Ele agora será Papa Emérito e, daqui cerca de dois meses, voltará ao Vaticano para levar vida contemplativa em um mosteiro.

FONTE: (http://pt.radiovaticana.va/)

Despedida: Última audiência geral na Praça de São Pedro

Em histórica audiência na Praça de São Pedro, Bento XVI despediu-se dos fiéis na manhã de ontem, quarta-feira, 27.

Recordando a data em que foi eleito Papa, dia 19 de abril de 2005, há quase oito anos, Bento XVI declarou que sentiu cotidianamente a presença de Deus durante todo esse período.

"Foi um trecho do caminho da Igreja que teve instantes de alegria e de luz, mas também momentos difíceis; tempos de sol e brisas leves, em que a pesca foi abundante, e momentos em que as águas estiveram agitadas e o vento contrário. Mas eu sempre soube que naquele barco estava o Senhor e que o barco não era meu, nem de vocês, mas Dele, que não o deixa naufragar. É Ele que o conduz, certamente através também dos homens que escolhe, porque os quer. Esta foi e é uma certeza que nada pode ofuscar. E é por isso que hoje meu coração está pleno de graças a Deus, porque nunca fez faltar à Igreja e a mim o seu consolo, sua luz e seu amor", afirmou.

"Agradecimentos e razão de alegria

Um Papa nunca está sozinho no timão do barco de Pedro, embora esta seja a sua primeira responsabilidade", ressaltou o pontífice dizendo também que nunca se sentiu sozinho. "O Senhor colocou a meu lado muitas pessoas que com generosidade e amor a Deus e à Igreja, me ajudaram, estando perto de mim."

Bento XVI agradeceu aos Cardeais, Bispos, sacerdotes, religiosos, autoridades, diplomatas, jornalistas e a todos os fiéis dizendo ter sentido o carinho manifestado por todos em suas visitas pastorais, encontros, audiências e viagens.

"O Papa pertence a todos e muita gente se sente próximo a ele. Recebo cartas de Chefes de Estado, de líderes religiosos, mas também de pessoas simples, que querem enviar-me o seu afeto, que me escrevem como se escrevessem a um irmão, irmã, filho ou filha, com quem mantêm uma relação ‘familiar' muito carinhosa. Viver a Igreja assim é razão de alegria nestes tempos em que tanto se fala de declínio", reforçou.

Renúncia e vida privada

Logo depois explicou a decisão que tomou no último dia 11 de renunciar ao pontificado. Após sentir que suas forças estavam se esvaindo, rogou a Deus que o iluminasse afim de optar pelo que fosse mais justo para o bem da Igreja. "Fiz este passo na plena consciência de sua gravidade e da novidade, mas profundamente tranquilo no espírito. Amar a Igreja significa também ter a coragem de tomar decisões difíceis, tendo sempre em vista o bem da Igreja e não de si próprio."

O Papa frisou que "quem assume o ministério petrino perde a sua privacidade; passa a pertencer sempre e totalmente a todos, a toda a Igreja. A dimensão privada é excluída de sua vida. Eu pude perceber, e percebo especialmente agora, que ao doar a própria vida, nós a recebemos". Apesar disso, Bento XVI explicou que sua decisão não implica no seu retorno à vida privada. "Não terei mais viagens, audiências, conferências, etc; mas não abandonarei a Cruz, continuarei junto ao Senhor Crucificado, de um modo novo. No ofício da oração, permanecerei no ‘espaço' de São Pedro. São Bento, cujo nome adotei como Papa, será um grande exemplo para mim. Ele mostrou o caminho para uma vida que, ativa ou passiva, pertence totalmente à obra de Deus."

Ao término da audiência, Bento XVI despediu-se dos fiéis presentes assegurando que acompanhará a Igreja com orações e reflexões. Além disso, exortou a todos que rezem pelos Cardeais e pelo próximo Sucessor do Apóstolo São Pedro.

Um resumo de sua catequese foi lido em francês, inglês, espanhol, alemão, árabe, polonês, croata, tcheco, romeno, eslovaco e português. 

Uma maré de peregrinos inunda a Praça de São Pedro:

Última catequese com o Papa:
O Papa se despede agradecido diante de 200.000 peregrinos:
 FONTE: (http://www.gaudiumpress.org/)

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Último Angelus

Neste domingo, bem antes do início do Angelus, milhares de peregrinos já esperavam na Praça de São Pedro para rezar, pela última vez com Bento XVI e participar deste evento histórico.

Muitos dos fiéis presentes portavam bandeiras de diversos países ou traziam faixas ou cartazes com mensagens e agradecimentos escritos em diferentes idiomas.

Quando o Papa apareceu na janela de seus aposentos, os mais de cem mil peregrinos que lotavam a Praça e ruas adjacentes o aclamaram longamente com vivas e aplausos.

O Papa iniciou sua tradicional homilia comentando o Evangelho da Transfiguração do Senhor, narrado por São Lucas. Ele lembrou que o evangelista põe em relevo o fato de que a Transfiguração de Jesus deu-se enquanto ele estava rezando, quando Nosso Senhor estava mais unido ao Pai, em oração, recolhido no alto do monte Tabor na companhia de poucos discípulos, Pedro Tiago e João.

O Santo Padre afirmou que ao meditarmos essa passagem podemos tirar algumas lições para a vida espiritual: "Antes de tudo, a primazia da oração, sem a qual todo o trabalho de apostolado e de caridade se reduz ao ativismo. Na Quaresma, aprendemos a dar o justo tempo à oração, pessoal e comunitária, que dá fôlego à nossa vida espiritual. Além disso, a oração não é um isolar-se do mundo e de suas contradições."

Recordando sua Mensagem para a Quaresma, Bento XVI disse que a vida cristã é um contínuo subir do monte do encontro com Deus. É um subir desse monte para depois descer dele trazendo o amor e a força que dele derivam, e assim poder servir nossos irmãos e irmãs com o mesmo amor de Deus.

Bento XVI quis, então, com a mesma calma, tranquilidade e segurança com que vinha conduzindo a Audiência, aplicar os ensinamentos do evangelho de São Lucas para si:

"Queridos irmãos e irmãs, esta Palavra de Deus eu a sinto de modo particular dirigida a mim, neste momento da minha vida. O Senhor me chama a 'subir o monte', para me dedicar ainda mais à oração e à meditação.

Mas isto não significa abandonar a Igreja, pelo contrário. Se Deus me pede isso, é precisamente para que eu possa continuar a servi-la com a mesma dedicação e o mesmo amor com o qual eu fiz até agora, mas de um modo mais adequado à minha idade e às minhas forças."

"Não abandono a Igreja, pelo contrário. Continuarei a servi-la com a mesma dedicação e o mesmo amor": palavras de Bento XVI pronunciadas em seu último Angelus como Pontífice.


Peregrinos de língua portuguesa

Para os peregrinos de língua portuguesa o Papa disse em sua saudação: "Queridos peregrinos de língua portuguesa que viestes rezar comigo o Angelus: obrigado pela vossa presença e todas as manifestações de afeto e solidariedade, em particular pelas orações com que me estais acompanhando nestes dias. Que o bom Deus vos cumule de todas as bênçãos".




Traduzido:



FONTE: (http://www.gaudiumpress.org/)

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Campus Fidei

“Em cinco meses esse campo, que no momento está vazio, estará repleto de jovens cheios de ideais de vida, de justiça, de valores. E que depois voltarão para seus países com o coração cheio da graça de Deus e que eles possam ser arautos de uma nova vida, de um novo tempo”, afirmou o arcebispo do Rio e presidente do Comitê Organizador Local (COL) da JMJ Rio2013, Dom Orani João Tempesta, durante a bênção do Campus Fidei, em Guaratiba, na tarde de ontem, 19 de fevereiro.

O nome dado pelo arcebispo ao terreno em Guaratiba, significa Campo da Fé. Neste local acontecerão a vigília e a missa de envio da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), nos dias 27 e 28 de julho, com a presença do novo Papa.
Dom Paulo Cezar Costa, diretor Administrativo da JMJ Rio2013, falou aos presentes da emoção de estar na bênção do terreno: “A imagem que me veio ao coração quando cheguei aqui hoje e vi o início das obras foi a imagem de Moisés ao ver a terra prometida. Deus nos reservou este local para que fosse a vigília e a missa de envio.”.
A bênção foi no local exato onde será construído o palco que ficará o Papa. Deste ponto o Pontífice terá a visão de todo o terreno.
Jomar Júnior, Diretor de Produção da JMJ, explicou como o Campus Fidei funcionará: “O Campus terá três acessos, a partir da área do palco serão construídos os lotes para 30 e 50 mil pessoas em cada um. Nos lotes haverá banheiros, bebedouros, postos médicos, telão, som, alimentação, tendas de adoração, tenda de venda de produtos. Também haverá duas ilhas dependendo do tamanho do lote, para evitar que as pessoas tenham que se deslocar muito para chegar aos serviços.”. Cerca de 800 pessoas estarão envolvidas nas obras. Serão 59 ilhas de serviço distribuídas por 37 lotes. Os peregrinos que se inscreveram receberão os kits de alimentação nos acessos ao Campus Fidei.
A Secretaria Municipal de Transporte, ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) e todas as concessionárias de transportes estão traçando o planejamento de mobilidade até o local do evento. Os dois terrenos juntos correspondem a mais que o dobro da área de “Quatro Ventos”, em Madri, onde foi a última Jornada. A caminhada de peregrinação será entre seis e 13 quilômetros até o Campus Fidei.
As obras terminarão até o final de junho, para logo em seguida entrar na fase de testes de som e luz. O Papa chegará de helicóptero e se locomoverá de Papa Móvel entre o público no dia da missa de envio.
A bênção
A celebração da bênção começou e terminou com o Hino da Jornada Mundial da Juventude. Entre os presentes estavam diretores, colaboradores e voluntários do COL, o Conselho da JMJ, padres e paroquianos da região, representantes federais, estaduais e municipais.
Dom Orani citou como “providência divina” o fato do Campus Fidei ser na região onde fica a Paróquia São Pedro. “É uma emoção muito grande ver os trabalhos iniciados. Agradecemos muito aos proprietários destes terrenos”, disse. Essa será a segunda Jornada com dois papas. A primeira aconteceu na Alemanha. Esta também será a segunda JMJ no hemisfério sul, a primeira foi na Argentina. E será a primeira em português. “Os jovens são os sentinelas do amanhã. Que eles nunca percam esse entusiasmo de amar o irmão”, conclui o arcebispo do Rio.
Segundo Dom Orani, os jovens não são somente destinatários, mas também protagonistas de tudo o que está acontecendo. Às 16h a bênção foi dada à terra e à cruz feita de madeira do próprio terreno. A cruz foi colocada como lembrança dos ícones da Jornada, a Cruz e a imagem de Nossa Senhora, que estão percorrendo o país. Os jovens presentes fincaram a cruz na terra.
FONTE: (http://www.rio2013.com/)

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Encontro Vocacional em Budapeste 2012

Como se originou o conclave?

O conclave, reunião em que os cardeais escolhem o Papa, o Vigário de Cristo na terra, origina-se de uma história pouco conhecida. Depois de uma longa espera de três anos os fiéis se cansaram da indecisão dos cardeais e decidiram encerrá-los sem calefação, com pão e água, até que um novo Pontífice.

O fato ocorreu na antiga sede papal de Viterbo (Lazio), transladada do Vaticano devido à hostilidade romana que abatia sobre eles ao redor do ano 1257. Depois da morte do papa Clemente IV em 1268, os fiéis tiveram que passar quase três anos em Sede Vacante sem que os cardeais escolhessem um novo Pontífice porque não se colocavam de acordo.

O desespero levou os habitantes a tomarem medidas drásticas, e decidiram encerrar os cardeais com chave. Deste fechamento procede a palavra Conclave, "cum clave", que significa "à chave". A medida causou o efeito desejado e os cardeais eleitores se apressaram a escolher Gregório X.

O processo chegou a nossos dias, mas não de maneira tão estrita. Agora para a eleição do Papa, os cardeais se fecham a chaves na Capela Sistina do Vaticano. Mas podem sair em caso de enfermidade ou para deslocar-se a descansar todos juntos ao Domus Santa Marta, a residência cardinalícia dentro do Vaticano. 

Durante este tempo de discernimento ninguém pode aproximar-se dos cardeais para não influir na votação. Além disso, para participar como eleitores no conclave, os cardeais devem ter menos de 80 anos completos no dia em que a Sé de Roma fica vacante. Neste caso, seria 28 de fevereiro às 20h, tal como anunciou o Papa Bento XVI há poucos dias.

Diversos meios interpretaram mal esta data limite fazendo uma contagem de cardeais considerando o primeiro dia do Conclave, entre o 15 e em 20 de março, eliminando da eleição o Cardeal Walter Kasper (alemão), Presidente Emérito do Pontifício Conselho para a Unidade dos Cristãos e o Cardeal Severino Poletto (italiano), Bispo Emérito de Turim, que cumprem 80 anos nos primeiros dias de março. O Padre Federico Lombardi confirmou que ambos os cardeais poderão participar do conclave e serão os únicos com 80 anos de idade.
FONTE: (http://www.acidigital.com/)

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Entrevista de Kiko Argüello à Intereconomía TV


O iniciador do Caminho Neocatecumenal fala a Intereconomía TV sobre a Missa pela Família na Plaza de Lima de Madri em 27 de dezembro de 2009 com o lema O futuro da Europa passa pela família.

Inscrição de voluntários termina amanhã

As inscrições para o serviço voluntário na Jornada Mundial da Juventude termina nesta sexta-feira, 15. Em janeiro, devido à grande procura, o Setor Voluntários do Comitê Organizador Local (COL) prorrogou as inscrições dos voluntários. A partir desta data, a documentação dos novos selecionados será organizada e eles serão divididos por equipes.

De acordo com o Setor, os voluntários poderão trabalhar nos locais de hospedagem dos peregrinos, nos pontos de informação espalhados pela cidade, na organização dos eventos durante a JMJ, nos atos culturais, catequeses, tradução, serviços de saúde, comunicação, setor administrativo, entre outros.

A divisão por equipes deverá ser finalizada até abril, quando os voluntários receberão um e-mail do Setor com as informações necessárias para a execução do serviço durante o encontro da juventude com o Papa Bento XVI.

O Setor lembra ainda a importância do envio da documentação no prazo previsto para que a seleção dos voluntários seja validada. Isso se refere especificamente aos voluntários nacionais e internacionais. O prazo para envio da documentação está previsto no e-mail de confirmação que todos receberam. Sem essas informações não é possível completar o cadastro final, invalidando o processo.

Para fazer a inscrição como voluntário na JMJ Rio2013 é necessário ter acima dos 18 anos de idade. A Jornada Mundial da Juventude acontece no Rio de Janeiro, entre os dias 23 e 28 de julho, com a presença do novo Papa da Igreja Católica.

FONTE: (http://noticias.cancaonova.com/)

Eternamente gratos ao Santo Padre

Apresentamos a seguir um breve comentário de Kiko Argüello, iniciador do Caminho Neocatecumenal, divulgado hoje pelo jornal espanhol La Razón, sobre o anúncio do papa Bento XVI de renunciar ao ministério petrino.

A notícia realmente me impressionou e eu não poderia evitar a tristeza. O papa nos ama muito; não consigo parar de pensar no quanto! Ainda me lembro do nosso encontro em Tübingen, quando ele era professor na Alemanha, e do quanto ele ajudou a pavimentar a estrada para o Caminho Neocatecumenal naquele país. Ele escreveu uma belíssima carta a dois amigos párocos de Munique, na Baviera, que concordaram em nos receber nas suas paróquias.
Anos mais tarde, ele pediu que as catequeses do Caminho passassem pelo exame da Igreja, para receberem um selo de autenticidade. Ele também aprovou os Estatutos e os passos de todo o percurso neocatecumenal. Enviou muitas famílias à missão, inclusive as primeiras quinze comunidades em missão nas paróquias de Roma que enfrentavam mais dificuldades.
Quando surgiram alguns problemas com os bispos do Japão, ele me disse: "Kiko, não tenhas medo, eu estou aqui para ajudar". Convocou a Conferência dos Bispos do Japão para se reunirem com ele e com alguns cardeais, que eram os presidentes da Congregação para a Doutrina da Fé, do Pontifício Conselho para os Leigos e da Congregação para o Culto Divino e para a Disciplina dos Sacramentos.
O papa fez uma escolha muito humilde e corajosa. Considero um sinal de esperança o fato de que ontem, dia em que ele anunciou a decisão, era aniversário de aparição de Nossa Senhora de Lourdes, a Imaculada Conceição, para Bernadette. Talvez Maria esteja preparando um novo papa que leve adiante a evangelização da Ásia. Eu acho que a Ásia, em particular a China e a Índia, nesta crise econômica global, é muito importante. Naquele continente existem milhões de pessoas que não conhecem Jesus Cristo e, por isso, precisam da evangelização.
O Caminho Neocatecumenal está preparando famílias e sacerdotes para servirem ao novo papa e realizarem a nova evangelização de que Bento XVI tanto nos falou.
FONTE: (http://www.zenit.org/)

Sete Papas renunciaram ao pontificado antes de Bento XVI

Na história da Igreja e antes de que Bento XVI anunciasse sua renúncia ao pontificado, explicando que devido à sua avançada idade considera carece de forças para exercer adequadamente o ministério petrino, sete Papas haviam tomado similar decisão.

O primeiro Papa a renunciar ao pontificado foi São Clemente I, que ocupou a cátedra petrina desde o ano 88 até o 96, padecendo martírio ao ano seguinte. Jogaram-no no Mar Negro encadeado a uma âncora.

O Papa São Ponciano, que governou desde 230 a 235, herdou o cisma de Hipólito de Roma, que se tinha se havia ereigido como antipapa. Ambos foram exilados na Sardenha (Itália). São Ponciano renunciou ao pontificado junto a Hipólito para permitir à Igreja de Roma a eleição de um novo pastor que foi o Papa São Antero.

O Papa São Silverio, que ocupou a sede petrina de 536 a 537, renunciou pelo bem da paz e da Igreja, depois de ser deposto pelo general bizantino Belisário.

Em 654 renunciou o Papa São Martinho, depois de ser deposto e deportado. Sua falta de oposição à designação de Eugnio como Pontífice, foi tomada coo uma renúncia de facto.

O Papa Bento IX, que reinou intermitentemente em três ocasiões entre 1032 e 1048, depois de renunciar se retirou ao monastério da Grottaferrata para fazer penitência.

Em 1294, o Papa Celestino V renunciou ao pontificado, consciente de sua incapacidade para conduzir os assuntos da Igreja.

O Papa Gregorio XII renunciou em 1415, sendo último Papa a renunciar antes de Bento XVI foi Clemente VIII, em 1429.

FONTE: (http://www.acidigital.com/)

Tempo quaresmal

Neste tempo especial de graças que é a Quaresma devemos aproveitar ao máximo para fazermos uma renovação espiritual em nossa vida. O Apóstolo São Paulo insistia: "Em nome de Cristo vos rogamos: reconciliai-vos com Deus!" (2 Cor 5, 20); "exortamo-vos a que não recebais a graça de Deus em vão. Pois ele diz: Eu te ouvi no tempo favorável e te ajudei no dia da salvação (Is 49,8). Agora é o tempo favorável, agora é o dia da salvação." (2 Cor 6, 1-2).

Cristo jejuou e rezou durante quarenta dias (um longo tempo) antes de enfrentar as tentações do demônio no deserto e nos ensinou a vencê-lo pela oração e pelo jejum. Da mesma forma a Igreja quer ensinar-nos como vencer as tentações de hoje. Daí surgiu a Quaresma.

Na Quarta-Feira de Cinzas, quando ela começa, os sacerdotes colocam um pouquinho de cinzas sobre a cabeça dos fiéis na Missa. O sentido deste gesto é de lembrar que um dia a vida termina neste mundo, "voltamos ao pó" que as cinzas lembram. Por causa do pecado, Deus disse a Adão: "És pó, e ao pó tu hás de tornar". (Gênesis 2, 19)

Este sacramental da Igreja lembra-nos que estamos de passagem por este mundo, e que a vida de verdade, sem fim, começa depois da morte; e que, portanto, devemos viver em função disso. As cinzas humildemente nos lembram que após a morte prestaremos contas de todos os nossos atos, e de todas as graças que recebemos de Deus nesta vida, a começar da própria vida, do tempo, da saúde, dos bens, etc.

Esses quarenta dias, devem ser um tempo forte de meditação, oração, jejum, esmola ("remédios contra o pecado"). É tempo para se meditar profundamente a Bíblia, especialmente os Evangelhos, a vida dos Santos, viver um pouco de mortificação (cortar um doce, deixar a bebida, cigarro, passeios, churrascos, a TV, alguma diversão, etc.) com a intenção de fortalecer o espírito para que possa vencer as fraquezas da carne.

Na Oração da Missa de Cinzas a Igreja reza: "Concedei-nos ó Deus todo poderoso, iniciar com este dia de jejum o tempo da Quaresma para que a penitência nos fortaleça contra o espírito do Mal."

Sabemos como devemos viver, mas não temos força espiritual para isso. A mortificação fortalece o espírito. Não é a valorização do sacrifício por ele mesmo, e de maneira masoquista, mas pelo fruto de conversão e fortalecimento espiritual que ele traz; é um meio, não um fim.

Quaresma é um tempo de "rever a vida" e abandonar o pecado (orgulho, vaidade, arrogância, prepotência, ganância, pornografia, sexismo, gula, ira, inveja, preguiça, mentira, etc.). Enfim, viver o que Jesus recomendou: "Vigiai e orai, porque o espírito é forte mas a carne é fraca".

Embora este seja um tempo de oração e penitência mais profundas, não deve ser um tempo de tristeza, ao contrário, pois a alma fica mais leve e feliz. O prazer é satisfação do corpo, mas a alegria é a satisfação da alma.

Santo Agostinho dizia que "o pecador não suporta nem a si mesmo", e que "os teus pecados são a tua tristeza; deixa que a santidade seja a tua alegria". A verdadeira alegria brota no bojo da virtude, da graça; então, a Quaresma nos traz um tempo de paz, alegria e felicidade, porque chegamos mais perto de Deus.

Para isso podemos fazer uma Confissão bem feita; o meio mais eficaz para se livrar do pecado. Jesus instituiu a Confissão em sua primeira aparição aos discípulos, no mesmo domingo da Ressurreição (Jo 20,22) dizendo-lhes: "a quem vocês perdoarem os pecados, os pecados estarão perdoados". Não há graça maior do que ser perdoado por Deus, estar livre das misérias da alma e estar em paz com a consciência.

Jesus quis que nos confessemos com o Sacerdote da Igreja, seu ministro, porque ele também é fraco e humano, e pode nos compreender, orientar e perdoar pela autoridade de Deus. Especialmente aqueles que há muito não se confessam, têm na Quaresma uma graça especial de Deus para se aproximar do Confessor e entregar a Cristo nele representado, as suas misérias.

Uma prática muito salutar que a Igreja nos recomenda durante a Quaresma, uma vez por semana, é fazer o exercício da Via Sacra, na igreja, recordando e meditando a Paixão de Cristo e todo o seu sofrimento para nos salvar. Isto aumenta em nós o amor a Jesus e aos outros.

Não podemos esquecer também que a Santa Missa é a prática de piedade mais importante da fé católica, e que dela devemos participar, se possível, todos os dias da Quaresma. Na Missa estamos diante do Calvário, o mesmo e único Calvário. Sim, não é a repetição do Calvário, nem apenas a sua "lembrança", mas a sua "presentificação"; é a atualização do Sacrifício único de Jesus. A Igreja nos lembra que todas as vezes que participamos bem da Missa, "torna-se presente a nossa redenção".

Assim podemos viver bem a Quaresma e participar bem da Páscoa do Senhor, enriquecendo a nossa alma com as suas graças extraordinárias; podendo ser melhor e viver melhor.

Prof. Felipe Aquino
FONTE: (http://www.gaudiumpress.org/)

Voluntários da JMJ Rio2013 participam de formação na Canção Nova

A Canção Nova realiza neste final de semana, dias 15 a 17, em Cachoeira Paulista (SP), o acampamento “JMJ Rio2013 Voluntários” com o objetivo de formar os voluntários, esclarecer dúvidas e promover um momento de integração aos que irão trabalhar no maior evento para jovens da Igreja Católica que acontece no Rio de Janeiro de 23 a 28 de julho.

Mais de 10 mil pessoas são esperadas, em sua maioria jovens, vindos de todo lugar do Brasil e de outros países.A programação do evento terá Missas, pregações, animação, oficinas e adoração ao Santíssimo Sacramento.

De acordo com o superintendente do departamento de Eventos da Canção Nova, Rafael Cobianchi, o pedido para a realização do evento na Canção Nova veio da Arquidiocese do Rio de Janeiro. “Ficamos muito felizes porque já temos a tradição e a missão de trabalhar com jovens desde os inícios da comunidade”, enfatiza Rafael.

Também são presenças confirmadas o Diretor do Setor de Voluntários da JMJ, padre Ramon Nascimento, o Fundador da Comunidade Shalom, Moysés Nascimento, o Vigário Judicial da Arquidiocese de Cuiabá, padre Paulo Ricardo e missionários da Canção Nova. Todas as pessoas interessadas são convidadas a participar.

Confira a programação (sujeita à alterações)

Sexta-feira, 15/02
Cânticos: Banda Bom Pastor
20h - Santa Missa: Dom Antônio Augusto
22h - Encerramento

Sábado, 16/02
08h - Cânticos: Olívia Ferreira
08h20 - Oração da Manhã
09h15 - Pregação: Padre Ramon Nascimento - “Restaurados para restaurar”
10h25 - Promoção de palco
10h30 - Intervalo
11h - Cânticos: Olívia Ferreira
11h15 - Pregação: Moysés (Com. Shalom) - “Aprendei de mim (Discipulado)”
12h25 - Promoção de palco
12h30 - Intervalo
14h - Cânticos: Leandro Sousa
14h20 - Pregação: - Padre Paulo Ricardo “Missão (Envio dos 72 discípulos)”
15h25 - Promoção de palco
15h30 - Intervalo
16h - Santa Missa: Padre Ramon Nascimento
18h - Encerramento
21h - Adoração: Padre Ramon e Equipe
23h - Encerramento

Domingo, 17/02
08h - Cânticos: Emanuel CN
08h20 - Adoração: Padre Arlon CN
09h15 - Pregação: Emanuel - "Uma Juventude nova para uma mudança de época"
10h25 - Promoção de palco
10h30 - Intervalo
11h - Cânticos:
11h15 - Pregação: Dunga CN - "CF da Juventude - Importância e desafios"
12h25 - Promoção de palco
12h30 - Intervalo
Cânticos: Dunga e Emanuel CN
15h - Santa Missa: Dom OraniTempesta
17h - Encerramento
FONTE: (http://noticias.cancaonova.com/)